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DEFESA SOCIAL. Tecnologia para combater e previnir crimes.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

pulseira com chip.

Caso ocorra extradição, o casal fundador e líder da Igreja Renascer em Cristo chegará ao Brasil sem a valiosa tornozeleira eletrônica, que detecta o lugar onde o portador se encontra.

No Brasil, essa tecnologia só é utilizada por empresas privadas de segurança e para localizar veículos roubados ou furtados.

Só para usar um exemplo, o Brasil preferiu manter policiais na porta da aristocrática mansão do juiz Nicolau dos Santos (para a Justiça, a masão serve de prisão domiciliar), apelidado de Lalau, a colocar uma pulseira eletrônica no seu braço. Os policiais, por evidente, ganham remuneração extra e o Estado perdem homens em outros que poderiam estar em outros lugares.

Em vários países do Primeiro Mundo, pulseiras e tornozeleiras eletrônicas são empregadas na fiscalização de liberados provisórios, albergados etc. A mega-fraudadora da previdência, conhecida como advogada Jorgina, por exemplo, está saindo da cadeia sem pulseira, ou melhor, sem a eletrônica de controle. No período que estiver fora do cárecere não será vigiada. Mais ainda, menos de 1/4 do dinheiro apropriado ilegalmente por Jorgina ainda não foi recuperado pela Justiça e governo brasileiro.

Com relação a essas pulseiras e tornozeleiras só existem duas desvantagens.

A primeira desvantagem decorre da nossa tradição: é que, numa licitação de compra sem a devida fiscalização, a pulseira eletrônica poderá custar mais do que a pulseira de ouro e brilhantes da mais cara joalheria de Paris.



A segunda, é de o equipamento não funcionar, como ocorre, segundo noticiado diversas vezes, com os bloqueadores de sinais de celular, adquiridos e colocados nos presídios.

Por último, uma boa notícia, mas que já está provocando choros e ranger de dentes.

O aparelho que detecta drogas e explosivos, colocado para testes no aeroporto internacional de Cumbica, é um avanço. Avanço, se passar no teste, evidentemente.

Não há constrangimento para o passageiro: é instrumento de defesa social e quem pretende embarcar sabe, antecipadamente, da condição.

Quanto ao usuário de drogas ilícitas, a lei proíbe é o porte. Quem usou antes de passar no aparelho, por evidente, não terá complicações policiais ou com a Justiça.

Em tempo de crime organizado ousado, não existem pessoas acima de qualquer suspeita. E a tecnologia, a favor da sociedade e contra o crime, é sempre bem vinda.

WFM/CBN-janeiro de 2007.


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