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CRIME ORGANIZADO: Lula não distingue terrorismo de crime organizado.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania


Preocupa o discurso de posse do presidente Lula, sobre segurança pública.
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Apesar das ondas d ataques promovidos pela criminalidade organizada no Rio de Janeiro (dezembro) e São Paulo (maio),-- e que marcaram com sangue o ano de 2006---, o presidente Lula demonstrou ainda não saber a diferença entre terrorismo e crime organizado especial, de matriz mafiosa.

A continuar a confundir e dar bola-fora, o presidente Lula não saberá enfrentar fenômenos diferentes, que exigem tratamento repressivo e preventivo próprios.

No Brasil, -- como até as areias da práia de Cobacabana sabem, temos uma escalada do crime organizado que busca o lucro financeiro e a obtenção de vantagens indevidas (benefícios prisionais, na execução penal, etc). O crime organizado usa métodos terroristas, violentos, mas não como regra. Nas organizações terroristas, a violência é a regra.

Ao contrário do terrorismo, o crime organizado não tem ideologia. Não busca difundir o medo pelo planeta, como uma Al Qaeda (terrorismo fundamentalista islâmico).

Por aqui, não temos Bin Laden, mas possuímos Marcolas, Elias Maluco, Marcinhos VP, etc, que estão presos e continuam a comandar as suas associações delinqüenciais de dentro dos presídios, até com uso de celulares.

Em 2006, para ter idéia do movimento financeiro e da potência da criminalidade mafiosa, a Cosa Nostra siciliana faturou 75 milhões de euros. Isto representa o dobro do ganho da FIAT. Representa 10 vezes mais do que o lucro da Telecom-Itália.

Organizações terroristas objetivam dirigir o Estado, criar uma nova ordem social e constitucional. O crime organizado só tem a meta do lucro e da vantagem, jamais ideologia.

O presidente Lula esqueceu,--- ou não sabe---, que o Brasil é subscritor da Convenção das Nações Unidas sobre criminalidade organizada transnacional, sem fronteiras. E essa convenção, chamada Convenção de Palermo, já foi homologada pelo nosso Congresso Nacional.



Portanto, desde o início do seu primeiro mandato, Lula poderia ter aplicado a Convenção de Palermo e assumido a luta contra o crime organizado. O presidente Lula preferiu o secundário papel de apoiador dos Estados-federados. Abdicou do papel de protagonista, como devia.

PANO RÁPIDO. A Convenção de Palermo deveria ser o livro de cabeceira do presidente Lula nos 10 dias de férias de verão que acaba de tirar.

E seria muito útil se a Convenção de Palermo fosso conhecida pelos Secretários de Segurança Pública, que tomam posse hoje.

Pela leituta do texto da Convenção e das recomendações, o presidente Lula e os novos secretários de segurança perceberiam que o crime organizado atua em rede. Ele imita as redes de neurônios do corpo humano, ou seja, são ágeis e sinérgicas, ao contrário das nossas polícias.

WFM/CBN, 02 de janeiro de 2007.


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