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EMERGÊNCIA: Rio de Janeiro sob ataque do crime organizado.

Por IBGF/WFM

OLHO.

CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ESPERADA.

O crime organizado resolveu reagir e desencadeou, na madrugada de 28 de dezembro, 12 ataques em série.
Pelo que se percebe, a reação deveu-se à quebra da Paz Mafiosa, com a divulgação, pela polícia federal, de dados a indicar (1) envolvimento da Banda Podre da Polícia Militar (chamada de Comando Azul) com o tráfico de drogas; (2) suspeitar da participação do ex-chefe de polícia (Álvaro Lins, homem de confiança da família Garotinho) com atividades ilegais dos exploradores de jogos eletrônicos de azar (Rogério Andrade e o rival Fernando Ignácio).

Outro fator desencadeante da onda de violência diz respeito à expansão das Milícias Privadas, que ocupam territórios e tomam o lugar de bandos de narcotraficantes.
Até o momento (13,35hs) foram 19 mortes (14 civis e 8 policiais).

Segundo o GLOBO ON LINE, a ordem para atacar partiu do Presídio de Bangu.
A primeira ação ocorreu na alça de ligação entre a W. Luiz e a Avenida Brasil, com dois ônibus incendiados e passageiros carbonizados.

Ocorreram ataques na Zona Sul, Botafogo, Zona Norte, Zona Oeste e na Favela Nova Holanda, no complexo da Maré.

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NOTICIÁRIO.

Reprodução do site da CBN.



Dezesseis pessoas morreram, sendo sete passageiros de um ônibus, cinco bandidos, dois policiais militares e outras duas pessoas, nos ataques ocorridos na madrugada e manhã desta quinta-feira no Rio de Janeiro.

Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas. Seis ônibus e duas patrulhas da Polícia Militar foram incendiados. O caso mais grave foi contra um ônibus que ia de Cachoeiro de Itapemirim (ES) para São Paulo.

Os marginais atearam fogo no ônibus com os passageiros dentro na Avenida Brasil, Zona Norte do Rio. Na Baixada Fluminense e nas zonas norte, sul e oeste da cidade, também ocorreram vários ataques.
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UOL: reprodução de notícia do site da UOL, com menção á Agência Reuters.

Onda de ataques no Rio deixa ao menos 18 mortos.

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Uma onda de ataques contra ônibus e alvos policiais que atingiu o Rio de Janeiro na madrugada desta quinta-feira deixou ao menos 18 mortos e diversos feridos.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, entre os mortos nove são civis, sete são suspeitos de envolvimento nos ataques e dois policiais militares.

Os ataques ocorreram em vários pontos da cidade. Em um dos mais graves, um ônibus da Viação Itapemirim, que fazia o trajeto de Cachoeira de Itapemirim (ES) a São Paulo (SP), foi incendiado quando passava pela Avenida Brasil. Sete corpos carbonizados foram retirados dos destroços do ônibus, segundo peritos no local. Havia 28 passageiros no ônibus.

A empresa, no entanto, disse que ainda não haver confirmação oficial de vítimas. "Em função do caos generalizado no local dos fatos, os trabalhos dos bombeiros e dos policiais ainda estão em andamento", afirmou a empresa em nota divulgada pela manhã.

Na praia de Botafogo, uma cabine da Polícia Militar foi metralhada e uma ambulante que estava perto do local morreu, segundo a polícia.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que três homens foram presos, após terem sido apontados por testemunhas como suspeitos de um incêndio criminoso.

"(Eles) estão com as mãos queimadas e não apresentaram justificativas para tais ferimentos", disse a assessoria da PM em nota.

Segundo a PM, com suspeitos presos "foram apreendidas uma granada M-9, uma pistola calibre 40 com três munições intactas e uma motocicleta (...) produto de roubo", disse a PM.

O secretário de Segurança Pública do Rio, Roberto Precioso, disse que além dos suspeitos presos, outros cinco foram mortos. "O resultado foi trágico. Se não fosse a ação da polícia, poderia ter sido pior", disse. Ele acrescentou que entre os feridos 8 são PMs e 14, civis.

De acordo com o sargento Adolfo, do Departamento de Relações Públicas da PM, a polícia ainda não tinha informações sobre a autoria dos ataques.

"A gente ainda não sabe de onde partiu a ordem, estamos levantando os fatos para divulgar a realidade em uma nota com responsabilidade. Tem um monte de boatos por aí. Não se sabe o que faz parte das ocorrências normais e o que faz parte dessa ação", afirmou o sargento.

Segundo fonte da área de segurança, a ordem para os ataques teria partido do presídio de Bangu.

As ações violentas continuaram na manhã desta quinta-feira. Uma cabine da PM e três ônibus foram incendiados em Bangu, zona oeste do Rio.

O policiamento foi reforçado na capital fluminense, que se prepara para receber turistas para a famosa festa de revéillon nas areias da praia de Copacabana. Além disso, dez favelas estão sendo ocupadas.

O secretário municipal de Turismo, Rubem Medina, disse à Reuters que apesar das ações, acredita que os turistas não vão desistir de passar o ano-novo no Rio.

"É lamentável que isso ocorra, é triste. Os bandidos devem estar querendo justamente isso, criar pânico, ocultar alguma outra ação", disse Medina. São esperados 550.000 turistas para a festa, sendo 40 por cento de estrangeiros.

(Reportagem de Eduardo Lima e Pedro Fonseca)

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