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Máfias/Dinheiro Sujo

 

MAFIA: polícia do Rio sob suspeita de aliança com o crime organizado.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania




Uma dúvida. E a dúvida aparece no melancólico término do governo da família Garotinho.

Um governo que jogou-de-mão com a máfia da jogatina eletrônica.

Pelo revelado em investigação conduzida pela polícia federal, parte da polícia do Estado do Rio, civil e militar, se associou e deu cobertura a dois bandos de Rogério Andrade e Fernado Ignácio, notórios bicheiros e exploradores de ilegais máquinas eletrônicas de jogos-de-azar: Rogério Andrade e Fernado Ignácio.

Segundo o inquérito, até Álvaro Lins, chefe de polícia e homem de confiança família Garotinho, celebrou alianças com o crime organizado.

Com apoio da família Garotinho, Álvaro Lins, do PMDB, elegeu-se, pelo PMDB, deputado estadual.

Das suspeitas contra Lins, a governadora virago da família Garotinha ficou sabendo, mas omitiu providências.

MILTON JUNG e ouvintes da CBN, voltando à dúvida do início do comentário. Vocês sabem por que a família Garotinho não acredita em mal-olhado?

Mal-ohado, ou melhor, “malocchio”, foi o nome da operação realizada pela Direção Antimáfia italiana e que comprovou a conexão Brasil-Italia do crime organizado.

A operação italiana mal-olhado (“malocchio”) comprovou que o dinheiro lavado da cocaína colombiana serviu para a implantação inicial dos jogos eletrônicos de azar no Rio de Janeiro e São Paulo.

Com o dinheiro sujo da cocaína colombiana os mafiosos compraram componentes eletrônicos na Espanha e montaram as máquinas no Brasil.

Num pontapé inicial, foram espalhadas 35 mil máquinas de jogos eletrôncos de azar pelo Rio e São Paulo. Preso na Itália e ouvido pelos juízes da antimáfia, o malavitoso Lillo Lauricella confessou que o investimento no Brasil foi possível graças a acordo com a cúpula dos bicheiros, no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o acerto foi com o notório bicheiro Ivo Noal.



À Justiça e aos policiais da antimáfia, Lauricella declarou ter sido fácil disseminar as máquinas eletrônicas de jogos de azar. Isto porque, no Brasil, ninguém tinha dinheiro suficiente para as compras dos componentes eletrônicos e a porta para entrada mafiosa no país estava aberta pela Lei Pelé da jogatina.

Portanto, foi fácil, numa só tacada, disponibilizar 35 mil máquinas.

Com a prisão na Itália de Lauricella e o sumiço do seu chefe Fausto Pellegrinetti, a direção antimáfia desvendou a mafiosa conexão Brasil-Itália.

Os encontros para os negócios sujos eram realizados em ambiente limpo. Ou seja, nas alamedas do carioca Parque Lage.

E até as árvores do Parque Lage sabiam que os programas das máquinas eletrônicas eram viciados.



Pano rápido: os bicheiros cariocas e empresários paulistas apostaram todas as fichas nos jogos eletrônicos de azar. E ocuparam o vácuo deixado pela máfia italiana no Brasil, em face da prisão de Lauricella.

. A família Garotinho, por não acreditar em mal-olhado, está, no momento, a pagar o Mico.

WFM/CBN, 21 dezembro 2006.


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