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Máfias/Dinheiro Sujo

 

CRIME ORGANIZADO: PCC dá salto de qualidade.

Por Wálter F Maierovitch/Rádio CBN/Justiça e Cidadania

Para ouvir o comentário, acesse o site da CBN, ítem Justiça e Cidadania: http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/

PCC movimentou mais de 36 milhões.


MILTON JUNG e ouvintes da CNB, estou sentindo firmeza. É que, finalmente, começou a ser aplicada no Brasil um remédio eficaz para contrastar uma gravíssima praga-social.

A fórmula desse remédio-certeiro é latina: “pecunia olet”. Traduzindo: “o dinheiro tem cheiro”. Portanto, ele pode ser perseguido e apreendido pelas polícias.

O remédio serve para atacar a economia movimentada pelo crime organizado. E tem o efeito colateral de identificar autoridades corruptas.

Bem aplicado, esse remédio debilita e desfalca o “caixa”, que é o vital das organizações criminosas.

Usado pela polícia de São Paulo, o “pecúnia olet” identificou ter o PCC adquirido 44 postos de gasolina na região do ABC.

E até o paquidérmico COAF descobriu que o PCC movimentou mais de R$36 milhões pelo sistema bancário, em quase um ano.

Seguindo o exemplo das máfias transnacionais, o PCC deu um “salto de qualidade”. Ou melhor, o PCC lava o dinheiro sujo nos bancos e recicla o capital lavado em atividades formalmente lícitas, como a compra dos 44 postos de gasolina no ABC paulista.



Pelo que se percebe, o PCC não só assalta os bancos. O PCC deposita e lava dinheiro sujo nos bancos.

Comparado com as máfias, a movimentação do PCC é insignificante. Portanto, essa organização criminosa pode ser combatida com maior facilidade.

Enquanto o PCC movimentou no sistema bancário cerca de 37 milhões de reais, a Camorra napolitana, também em hum ano, movimentou 587 milhões de euros.

Um pequeno erro no aviamento da receita do “pecúnia olet” (--a fórmula de que o dinheiro tem cheiro--) deve ser corrigido pelas autoridades brasileiras.

É que dos mais de R$36 milhões movimentados pelo PCC, quase nada foi apreendido.

A Camorra, que movimenta anualmente 587 milhões de euros, teve apreendidos 400 milhões de euros, em 2 anos.

E em 5 anos, a Guarda de Finanças, só na região de atuação da Camorra (Campânia), fechou 357 mil empresas a serviço da Camorra.

No relatório da antimáfia italiana, a fórmula da “pecúnia olet” mostra que a Camorra, nos campos da contrafação e da pirataria, investe também no Brasil. O nome do camorrista investidor é Mário Buonocore.

WFM/CBN, 14 de dezembro de 2006.


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