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BORSELLINO: a verdade sobre a tratativa Estado-Máfia

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 20 de julho de 2018.


"Quem tem medo morre todos os dias. Quem não tem, morre uma vez só".




--1. Como se sabe, a Cosa Nostra siciliana, -- depois da condenação dos seus chefes com base no maxi-processo idealizado pelo magistrado siciliano Giovanni Falcone---, declarou guerra ao Estado unitário italiano.


No dia 23 de maio de 1992, o inimigo número 1 da Máfia siciliana, -- magistrado Giovanni Falcone--, foi dinamitado. Com ele morreram a esposa Francesca Morvillo e três agentes da escolta. No dia 19 de julho daquele mesmo 1992, ou melhor, 57 dias depois da tragédia de Capace (local da explosão fatal), a Cosa Nostra siciliana, -- a mando de Totó Riina, -- il capo dei capi---, explodiu com o magistrado Paolo Borsellino e a sua escolta.


Um automóvel carregado de dinamite acionada à distância explodiu na via Marianno d´Amélio, no exato momento que o magistrado Borsellino abriu o portão de ingresso do prédio de apartamentos onde morava a sua velha mae.


Falcone e Borsellino: +23 de maio de 1992 e +19 de julho de 1992



---2. O processo criminal contra os assassinos de Borsellino foi anulado três vezes, pois a Máfia, com falsos réus confessos, manipulou o resultado. Em paralelo e graças a colaboradores de Justiça que serviam à cúpula da Cosa Nostra, começou uma investigação que ficou conhecida por "Tratativa entre Estado italaniano e Coisa Nostra siciliana.


Hoje, o jornal La Repubblica divulga a sentença final que desvenda o caso da Tratativa Estado-Mafia. A tratativa ocorreu depois da morte de Falcone. A fraqueza do Estado ao buscar uma paz com a Mafia, fez crescer em importância o seu líder Totó Riina que, -- para assustar mais o EStado e imaginar a Cosa Nostra com mais musculatura e anular as condeno maxi-processo, determinou a morte de Paolo Borsellino: executado 57 dias depois de Falcone.


---3. Quem autorizou o EStado a tratar com a Máfia, além dos personagens apontados no processo??? Confira-se a matéria publicada hoje no jornal La Repubblica: Morto di trattativa, incastrato per gli indicibili patti fra i macellai di Totò Riina e uomini dello Stato. Ecco come e perché è stato ucciso Paolo Borsellino, appena cinquantasette giorni dopo Giovanni Falcone. La verità su quell’autobomba di via D’Amelio non andava cercata nella cella del capo dei capi di Cosa nostra, che se n’è andato nel novembre del 2017; la verità va cercata nei gangli di un... Vai su http://quotidiano.repubblica.it per scoprire come avere sempre con te tutto il mondo de la Repubblica+


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