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Tragédia de Capaci: 25 anos da morte do magistrato Gionanni Falcone

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 23 de maio de 2017
Falcone: 23 de maio de 1992.



--1. O presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone, --- professor e jurista Wálter Fanganiello Maierovitch, esteve no Colégio Dante Alighieri e proferiu aos alunos uma `lectio magistralis´ por ocasião dos 25 anos do assassinato, pela Cosa Nostra siciliana, do magistrado Giovanni Falcone.


--2. No dia 23 de maio de 1992, às 17,56 (hora italiana), a Cosa Nostra sicialiana, por meio do acionamento de equipamento controlado por Giovanni Brusca, provocou a explosão de 500kg. de dinamite. O explosivo foi colocado numa tubulação de escoamento de água pluvial na rodovia A/29, direção aeroporto de Punta Raisi-Palermo.


Em decorrência da explosão, faleceu, no hospital Cívico Benfratelli de Palermo e às 19,05h (hora italiana), o magistrado Giovanni Falcone. Também faleceu a esposa que o acompanhava, a magistrada Francesca Morvillo. Não resistiram os três homens da escolta: Antonio Montinaro, Rocco Di Cillo e Vito Schifani.


--3. Inúmeros outros tragédias ocorreram na Sicília, cuja capital, Palermo, tornou-se a terra da antimáfia.


Neste ano de 2017 esteve em Palermo, para recordar Falcone e as vítimas de Capaci (local da terrível explosão executada por mafiosos), o presidente italiano Sérgio Matarella.


O irmão do atual presidente e chefe de Estado italiano teve o irmão Piersanti Matarella, -- quando governador da Sicília--, executado por um killer mafioso no dia 6 de janeiro de 1980. Ele estava no seu automóvel com a família e, como era Dia de Reis, dirigia-se à missa: tinha dispensado a escolta. O killer se aproximou do veículo parado e descarregou a pistola automática portada. O irmão, Sergio Matarella, hoje presidente da Itália, a tudo assistiu e foi o primeiro a atender Piersanti.


Capaci: local da tragédia


A presença do presidente italiano na cerimônia dos 25 anos de morte de Falcone foi marcante e todos sentiram a sua dor, ao recordar o assassinato do irmão pela Cosa Nostra.


--4. Um dos colaboradores da Justiça italiana, Tommaso Buscetta, alertara, na sua primeira delação, que, a partir daquele momento, Falcone seria morto, cedo ou tarde, pois a Mafia, como todo siciliano sabe (Falcone era siciliano), “não esquece nunca”.


Falcone, por meio do chamado maxiprocesso, levou, pela primeira vez na história do Estado nacional, os chefões mafiosos a julgamento. Mais ainda, desvendou essa secular organização criminosa, identificou os seus chefes, subordinados e os que agiam em concurso externo. E descobriu os seus crimes, mandantes e executores.


Ao receber o aviso de Buscetta, respondeu ser um homem de Estado e, diante da função exercida, dava à morte o mesmo valor do botão do seu paletó. Importante era o cumprimento do dever.


--5. A lectio magistralis teve a duração de 1,50h e estava presidente o presidente do Conselho de Administração do Colégio Dante Alighieri, doutor José Luiz Farina. WFM.


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