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General herói Carlo Alberto Dalla Chiesa. Vítim de Máfia

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 3 de fevereiro de 2016





O general carabineiro Carlo Alberto Dalla Chiesa, em 1978, criou e comandou com sucesso o Núcleo Antiterror de repressão ao terrorismo de extremistas de esquerda (rosso) e de direita (nero) durante os chamados anos de chumbo da Itália. Era considerado um arquivo vivo e ter informações sobre a morte do ex-premier Aldo Moro, pela Brigadas Vermelhas. Importante recordar não ter o governo italiano, à frente Giulio Andreotti (sete vezes primeiro ministro e condenado por associação à Cosa Nostra, com prescrição declarada), pago o resgate exigido pelos brigadistas.


Quando a Cosa Nostra matou o deputado siciliano Pio La Torre (autor da lei que tipifica como crime a associação de modelo mafioso: art.416, bis, do C.Penal italiano), o general Dalla Chiesa (vitorioso no combate ao terrorismo) é mandado a Palermo para comandar a repressão à Máfia.


via Carini: onde o general, a esposa e o agente de escolta foram metralhados por um comando da Cosa Nostra


Passados cem dias e sem contar com apoio do Estado, o general foi metralhado no dia 3 de setembro de 1982, na via Isidoro Carini. Estava na companhia da esposa Emanuela Setti Carraro, que dirigia o automóvel privado. Morreu também o agente Domenico Russo, único a escoltar o general e na direção de um automóvel que seguia atrás.


No dia fatídico, o general e a esposa Emanuela dirigiam-se para jantar num restaurante em Mondello (balneário próximo a Palermo). Do processo consta, a respeito da dinâmica do crime, o seguinte: “ una motocicletta, guidata da un killer che aveva alle sue spalle il mafioso Pino Greco, affiancò l'Alfetta di Russo e Greco lo uccise con un fucile AK-47. Contemporaneamente una BMW 518, guidata da Antonino Madonia e Calogero Ganci, raggiunse la A112 e i killer aprirono violentemente il fuoco contro il parabrezza con un AK-47 (Dalla Chiesa e la moglie rimasero uccisi da trenta pallottole). L'auto del prefetto sbandò, andando a sbattere contro il bagagliaio di una Fiat Ritmo ivi parcheggiata. Pino Greco scese dalla motocicletta e, girando attorno alla A112 crivellata dagli spari, controllò l'esito mortale dell'agguato. Subito dopo l'auto e la motocicletta servite per il delitto vennero portate in un luogo isolato e lì date alle fiamme”.


No dia seguinte ao assassinato, o cofre da casa onde morava o general Dalla Chiesa foi aberto e esvaziado. Os documentos secretos do general sumiram. Esses documentos aterrorizavam Andreotti e os seus aliados na DC e não interessavam à Mafia.


Uma escuta ambiental foi recentemente realizada no cárcere Opera (Milão) e onde cumpre pena Totó Riina, o capo dei capi da Cosa Nostra. Em conversa com o seu companheiro de “banho de sol”, Riina contou como foi a operação de execução do general-herói, abandonado pelo Estado: em maio de 1992 o magistrado Giovanni Falcone foi dinamitado pela Máfia e também havia sido abandonado pelo Estado.


Sobre a escuta ambiental:
http://palermo.repubblica.it/cronaca/2014/09/03/news/riina_cos_uccidemmo_dalla_chiesa-94938117/

-WFM, 03 de setembro de 2016.


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