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Terror em Bruxelas. A tragédia de 22 março 2016.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 23 de março de 2016.

Bandeira do Isis



--1. O que já se sabe sobre o terror em Bruxelas


-- Na tragédia de 13 de novembro em Paris, a meta do Isis (Estado Islâmico) era difundir o medo entre as pessoas. Difundir a idéia de não haver lugar seguro no Ocidente.


Em Paris, a meta do terror estava relacionada ao cotidiano das pessoas, daí os ataques mirados aos locais freqüentados pelos habitantes da cidade: estádio de futebol, restaurantes, cafés, casa de espetáculo e mercearia.


Na tragédia de Bruxelas, o objetivo era outro. E os alvos simbólico. Ou seja, atacou-se a capital da União Européia. De se observar estar a estação do metro de Maelbeek, ---onde ocorreram duas violentas explosões---, a meio caminho entre a sede do Parlamento europeu e o prédio do Conselho da Europa.


Como disse o vice-presidente do Parlamento Europeu, aquela estação do metrô é utilizada pelos europarlamentares. E no aeroporto de Zaventem, --- onde dois irmãos Bakraoui, terroristas e camicases, foram para os ares com as suas malas lotadas de explosivos, chegam e partem delegações européias, europarlamentares, embaixadores, etc.


--2. O que já se sabe.


Com os ataques na Bélgica, o Isis fecha um círculo aterrorizante, sintetizado na sua mais contundente mensagem, ligada ao cyberterror: “Não importa o que vocês fazem, nós continuamos capazes de golpear em toda parte. E estamos a poucos passos das instituições européias”.


--3. O que já se sabe ? Na periferia de Bruxelas vivem mais de 500 belgas que deixaram o país para combater na Síria e em fileiras do Isis (Estado Islâmico). São os chamados “foreig fighters” e eles já retornaram à Bélgica.


--4. O que já se sabe


Está praticamente afastada a hipótese de ataques terroristas em à prisão, na sexta feira passada e no bairro árabe de Molembeek ( periferia de Bruxelas), de Salah Abdeslam. Salah, que sempre morou no bairro de Molembeeek, era dado como o cérebro do atentado de 13 de novembro em Paris.


Salah estava escalado para participar dos ataques terroristas de Bruxelas. Portanto, não tem sustentação lógica a tese da “vendetta”. Convém lembrar ter Salah, -- na undécima hora--, abandonado os panos de camicase e jogado a sua jaqueta com explosivos em lata de lixo. Sem sair do bairro periférico de Molembeek, o terrorista Salh só foi capturada 4 meses depois dos ataques a Paris.


Segundo confirmou Sven Mary, --advogado de Salah--, o terrorista virou um colaborador de Justiça. Só que a legislação, para autores de atos terroristas causadores de tragédias, não admite receber prêmios tipo redução ou isenção de penas.


Bandeira do Isis




--. 5. O que já se sabe ?


Salah, --belga de nascimento e de pais marroquinos---, não quer ser extradidato para a França. Mas, ele sabe da existência de um tratado de extradição entre Bélgica e França, que será cumprido.


Para os 007 europeus, Salah solta infrmações na base do conta-gotas. E isso para ficar à disposição dos juízes de instrução belgas e, assim, atrasar ao máximo a extradição para a França.


--6. O que já se sabe


A Bélgica não está preparada para enfrentar o fenômeno representado pelo terrorismo. Por ser um estado federado, não consegue sinergia entre as forças de ordem. E o órgão central, de coordenação, não funciona, segundo pensam as agências internacionais antiterror. Da mesma maneira, não funciona bem o órgão de coordenação européia contra o terrorismo.


Na verdade, a Bégica é um país vulnerável e onde os jihadistas arregimentam, na periferia pobre, combatentes para o terror do Isis.


Ontem, foi localizada uma célula terrorista na periferia de Bruxelas. Houve apreensão de explosivo e uma bandeira do Isis.


Bandeira do Isis



--8. O que já se sabe


No último balanço do terror belga, chegou-se a 31 mortos, 230 feridos, sendo 8 em estado grave.


O terror na Bélgica vai dar combustível à direita radical e xenófoba européia, com a francesa Le Pen, o italiano Salvini, o britânico Nigel Farage: tem, ainda, o Ukip e a fascista Casa Paund.


Enquanto isso, na pauta do Parlamento europeu discutem-se os seguintes temas: (1) Tratado de Schengen de livre circulação nos territórios europeus dos países subscritores; (2) questão da imigração em massa, (3) integração étnica e religiosa e (4) débito dos países pobres com a comunidade européia.


Num pano rápido. A Europa, desde o 13 de novembro de paris , está em guerra contra o terror. Outros ataques são esperados e alerta máximo foi dado.
WFM .......................................


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