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SPY x SPY. Litvinenko,MataHar, Anna, a vermelha

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 28 de janeiro de 2016.


Litvinenko, ex tenente-coronel da KGB.




--1. Antes de considerações sobre o ex-espião russo Aleksandr Litvinenko, já tenente-coronel da extinta KGB e morto por envenenamento radioativo (polônio 210) em 2006, vale lembrar de uma antiga dúvida: qual seria a atividade mais aintiga: a espionagem ou a prostituição ???


Até hoje, historiadores não conseguiram responder. Pela voz do povo, a prostituição seria a mais antiga profissão do mundo.


A respeito,a única coisa certa, induvidosa, é ter sido a espionagem bem mais problemática do que a prostituição.


Na clássica obra “A World of Sicréts”, o historiador Walter Laqueur ensina que “os espiões surgiram quando os homens sentiram necessidade de recolher informações sobre a força e as intenções das tribos vizinhas.


--2. Em 1940, os espiões stalinistas mataram, --- com uma picaretada na testa---- o Trotski. Depois disso, os espiões russos mudaram e passaram a preferir, salvo raras exceções (caso da jornalista Anna Politkoskaia: a respeito, meu artigo na edição de 25 de junho de 2014 na revista Carta Capital e intitulado “Feliz aniversário, Putin), o veneno, com ou sem sedução anterior.


A sedução sempre inspirada na espiã-bailarina Mata Hari, holandesa de nascimento, dada como agente duplo e fuzilada em 1917.


Anna, a vermelha (ruiva)



Dentre as conhecidas e neste século XXI, a mais nova espiã-sedudora é a belíssima russa Anna Chapman, cerca de 34 anos. Ela tem o apelido de Anna, a “vermelha”, e isto por ser ruiva. Anna, a vermelha, foi presa em 2014 em Nova York. Segundo os 007 da CIA, tentou, na Rússia, seduzir o Edward (Snou--dem) Snowden, antigo analista dos órgãos de segurança e inteligência do governo dos EUA.


Mata Hari, a espiã da sedução.



---3. No assassinato de Litvinenko, a novidade foi o emprego de veneno radioativo, ou melhor, o ex-espião russo ingeriu, sem saber, o mortal “polônio 210”.


O polônio foi descoberto em 1902 pela célebre Marie Curie, Nobel de física e nascida na Polônia. Daí, o nome polônio. --4. Para o britânico juiz de instrução inglês Robert (Ouen) Owen, o ex-espião Litvinenko foi envenenado, “provavelmente”, com a aprovação do presidente Putin. Em outras palavras, o magistrado, com base nas provas colhidas em investigação, presumiu (“provavelmente”) a ciência do presidente russo Wladimir Putin.


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Nas três semanas de hospital e com morte anunciada, Litvinenko acusou Putin de mandante. Suas relações com os agentes da nova agência de inteligência russa (substituta da soviética KGB) não eram boas e, Putin, era oficial de carreira da velha KGB.


Antes de desembarcar em Londres, o ex-espião Litvinenko fugira de uma prisão russa. Em Londres aliou-se ao oligarca Boris Berezoviski, inimigo de Putin e com morte que é ainda um mistério: infarto ou assassinato? Berezoviski foi colaborador,-- e vem daí a inimizade com Putin--, do ex-presidente Boris Nicoláievtch Ieltsin, falecido em abril de 2007, em questões de política externa.


Parêntese: o dissidente Berezoviski, que fugiu para a Inglaterra e lá residiu até a morte, ficou famoso em São Paulo por ter tentado, por interposta pessoa, estabelecer parcerias com o clube futebolístico Corinthians Paulista e seu objetivo, segundo investigações, era a “lavagem de dinheiro”, com negociações de jogadores e patrocínios desportivos. Fechado o parêntese.


Litvinenko conseguiu com facilidade a cidadania britânica. No mundo da espionagem tal fato gerou a desconfiança de ter Litvinenko celebrado informal colaboração com os serviçoes britânicos de spionagem. Mais ainda, difundiu-se que estava Litvinenko contando segredos da Rússia e falando muito mal de Putin.


---5. No dia do envenenamento, Litvinenko lanchou, no londrino Hotel Millenium, com Andrey Lugovoy, seu ex-companheiro de KGK e hoje deputado, e Dmitri Kovitun, um empresário de prestígio junto ao Kremlin.


Andrey Lugovoi, ex-KGB, atual deputado e suspeito envenenar Litvinenko



Lugovoy disse ter ido a Londres para assistir uma partida de futebol e encontrado com Litvinenko. Depois da morte de Litvinenko, Lugovoy, diante suspeita britânica, apontou Berezoviski como mandante do crime Berozoviski e o motivo deveu-se ao fato de que estaria sendo chantageado por Litvinenko.


Como o homicídio ocorreu em Londres e a vítima possuía a cidadania britânica, as investigações e a competência judiciária ficou por conta das suas autoridades.


Wladimir Putin, lado Narciso




Logo depois do conhecimento do envenenamento, a Scotland Yard levantou os trajetos percorrido, no dia fatídico e antes do ingresso no Hotel Millenium, pelor do deputado e do empresário russos. Para a Scotland Yard e os agentes de espionagem a serviço da sua Raínha, foram detectados resíduos de polônio na atmosfera.


Como Andrey Lugovoy e Dmitri Kovitun conseguiram voltar para a Rússia jamais, se condenados na Inglaterra, serão extraditados.
WFM.


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