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Cartéis delinquenciais : gênero, espécies e acordos de leniência.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 14 de janeiro de 2016.




As séries televisivas sobre narcotraficantes que operam potentes cartéis transnacionais de drogas estão em alta.


No papel de Pablo Escobar, ---o chefão do cartel de Medellín---, o ator brasileiro Wagner Moura quase emplacou o Globo de Ouro. E tem a série “Escobar, el patrón del mal”, da TV.Caracol mexicana, 74 capítulos, e com magnífica interpretação do ator colombiano Andrés Parra como Pablo Escobar Gaviria.


Esse momento levou-me a reler o best-seller do jornalista colombiano Luis Canhón, intitulado El Patrón- vida y muerte de Pablo Escobar, da Planeta Colombiana Editorial S.A.


Lá está grafado gabar-se Pablo Escobar, ----por meio do ilegal cartel de Medellín----, da criação de 3 milhões de postos de trabalho na Colômbia.


O governo da Colômbia, ----na repressão--, não fez acordo de leniência com o ilegal cartel de Medellín. A brasileira operação Lava-Jato aponta um cartel criminoso, que seria comandado por Ricardo Pessoa da construtora UTC e com tratamento privilegiado.


Parêntese. O Cartel de Medellín e o dado como comandado pela UTC têm o mesmo gênero delinquencial. São de espécies diferentes em face dos crimes. O de Medellín, um cartel para explorar o tráfico ilegal de drogas. O outro, brasileiro e apontado como comandado pela UTC de Ricardo Pessoa, seria dedicado à fraude, corrupção, lavagem de dinheiro, etc,etc.


Ricardo Pessoa, apontado na Opeação Lava-Jato como chefe de Cartel de empreiteiras e construtoras.


O Cartel de Medellín, ---como o apontado cartel da Lava-Jato guiado pela UTC---, corrompia políticos e entupia de dinheiro o Caixa 2 de partidos.


Dilma, ---como escreveu na Exposição de Motivos da Medida Provisória de dezembro passado---, admitiu a leniência a empreiteiras dadas como cartelizadas e isto para garantir postos de trabalho. Assim, deu sobrevida às pessoas jurídicas, em especial construtoras e empreiteiras, que se cartelizaram e tentaram transformar a democracia brasileira em cleptocracia.


O cartel de Medellín, ----chefiado por Pablo Escobar e que criou mais de 3 milhões de empregos---, não obteve igual tratamento leniente.


Escobar e a sua empresa de aviões



Pano rápido: no mundo criminoso dos Cartéis---, o pó do cimento dos cartéis das obras públicas tem mais força que o pó da cocaína dos narcocartéis.
WFM


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