São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

Terroismo. FOREIGN FIGHTERS.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 12 de dezembro de 2015.





FOREIGN FIGHTERS



Com efeito, é chamado de “foreign figter” o europeu, filho de segunda, terceira ou quarta geração de imigrante muçulmano. Aquele autoproclamado jihadista e que parte para outros continentes para se filiar a organizações terroristas.


Segundo o Conselho da Europa, em 2013 mais de dois mil europeus, -- foreign fighter-- saíram para combater na Síria e em adesão ao Isis-Estado Islâmico.


Muitos dos “combatentes estrangeiros do jihadismo” retornam a fixar residência no país europeu. Voltam treinados em campo de batalha. E são considerados como prontos para “missões” futuras na Europa, de onde são naturais e residem, como, por exemplo, aconteceu em Paris com Abdel Hamid Abaaoud, Salah Abdeslam (foragido e dado como tendo entrado na Síria, em território controlado pelo Isis). Tais “ combatentes estrangeiros”, na volta à Europa, podem formar células terroristas dormentes ou transformarem-se em predicadores ou “lobos solitários”, nome dado aos atacantes por conta e risco próprios.


Segundo levantamentos, a arregimentação de um “foreign fighter” na Europa ocorre em (1) mesquitas radicais, (2) por contato com predicadores itinerantes do fundamentalismo islâmico radical ( o Isis é sunita-wahabita) e (3) em cárceres, com cooptação de presos de fé muçulmana com problemas familiares.


Os ultradireitistas da França, Inglaterra e Itália, pregam o fechamento de todas as mesquitas, ou seja, a punir os não radicais e colocar fim à liberdade religiosa. Para os 007 da inteligência desses três países, seria um tiro no pé. Isto porque agentes de inteligência infiltrados nessas mesquitas de predicadores radicais e filo-Isis, perderiam preciosas fontes de coleta de informações.


Para os 007 da inteligência européia, a principal causa movente de um “foreign fighter” é a exclusão social. O bairro periférico de Molembeek, em Bruxelas e de onde partiram os cabeças do ataque terrorista a Paris de 13 de novembro, é prova disso.


Pano rápido. O momento exige, no que toca ao problema do “foreign fighter”, melhor controle de trânsito de nacionais em portos, aeroportos e fronteiras.
... WFM.


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet