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Dario Fo, prêmio Nobel de literatura, e o papa Francisco

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 10 de junho de 2014.




Sobre o papa Francisco tenho informações preocupantes e que abordarei amanhã no “Time das 8h da CBN”, na interlocução com o jornalista Mílton Jung e no quadro chamado de Justiça e Cidadania.


Como o tempo de bate-papo radiofônico não pode passar de 4 minutos, terei, na volta de um breve período de férias regulamentares, duas páginas na edição da revista Carta Capital.


Mas, como o espaço de duas páginas, cerca de 7 mil toques de teclado, é também pequeno, vou colocar, aqui, algo que vai ficar de fora do comentário e da matéria escrita. Nada de bombático. Apenas uma grande tirada do dramaturgo e Nobel de literatura Dario Fo. As suas obras não estão na minha cabeceira e o considero um histriônico. Desta vez, no entanto, foi engraçado.


Explico. Depois de o papa Francisco ter criticado o amplo e luxuoso apartamento do purpurado Tarcísio Bertone, chefão da Cúria defenestrado em outubro e ex- secretário de estado de Ratzinger (----ele é apontado como a principal causa da renúncia de Ratzinger, que, apesar de pontífice máximo de uma Igreja imperial e centralizada, perdeu o governo da Cúria----), choveram críticas veladas entre clérigos conservadores. Muitos deles habitam, sem pagar aluguel, em apartamentos amplos no “caríssimo” centro historio de Roma, em área nobre como, por exemplo, a da berniniana piazza di Spagna.


Sobre esses clérigos imperiais, escreveu o ateu Dario Fo, pouco antes de apresentar um concorrido espetáculo na deslumbrante Arena de Verona (alguns séculos mais velha que a Arena Corinthians, ou seria Arena Itaquerão?): “ - O papa Francisco me agrada, faz observações pesadas a respeito dos membros da Igreja que são vítimas do desejo de desfrutar, gozar, da vida terrena sem esperar o Paraíso”.
Wálter Fanganiello Maierovitch


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