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Vatileaks. Cardeais irritados com tentativa de esconder as apurações de comissão nomeada por Ratzinger

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 06 de março de 2013.






-De Roma---



--1. Como todo mundo sabe ter sido o cardeal-jurista Julian Herranz Casado, pertencente ao Opus Dei, presidido uma comissão para apurar com profundidade o caso das subtrações e dos vazamentos de documentos secretos da Igreja do quarto de então papa Ratzinger. A comissão era composta por Herranz e dois outros caredeiais, Josef Tonko e Salvatore De Giorgi, todos com mais de 80 anos de idade.



Pelo furo de documento foi condenado Paolo Gabriele, ex-mordono de Ratzinger, e o técnico de informática Claudio Sciarpelletti. Gabriele acabou recebendo o perdão papal e o processo criminal restou extinto. Outro processo, por violação a Segredo de Estado e alta traição, continua em andamento perante a Justiça do estado do Vaticano.



A secreta investigação presidida pelo purpurado Herranz, -- consoante fartamente noticiado--, foi, poucos dias antes da efetivação da renúncia, entregue ao então papa Ratzinger. Imediatamente, a assessoria de imprensa do Vaticano informou que o documento ficaria à disposição dos cardeais que participariam do Conclave eleitoral.



O jornal italiano La Repubblica informou que o investigado por Herranz e relativo ao chamado escândalo Vatileaks individualiza a participação de alguns cardeais. Mais uma vez, a assessoria de imprensa do Vaticano informou sobre a colocação dos autos à disposição dos cardeais. Mais ainda, dos que participariam das reuniões preliminares e que estão ocorrendo na “Sala Nova do Sínodo”.



Hoje, os cardeais, antes da apertura da Reunião Preparatória, reclamavam da nova informação, agora da responsabilidade do carmelengo ( administra no caso de “sede vacante”) Tarcísio Bertone, um dos apontados, -- segundo o noticiado pelo La Repubblica, nas apurações conduzidas por Herrans. Pela nova informação, do apurado pela comissão presidida por Herrans não constam nomes de cardeais.



Contra o que está a parecer um “abafa” protestou o cardeal emérito de Viena, Christoph Schonborg. Esse cardeal, -- dado como papável--, é defensor da linha da transparência e se bateu pela punição e divulgação dos casos de pedofilia na Igreja.



Pano rápido. Hoje, no período vespertino, esse caso, visto como um incidente nos debates realizados nas chamadas reuniões de preparação ao conclave, será novamente agitado. Vários cardeais, em especial os chamados de “estrangeiros” (aquele que estão fora de Roma), não aceitam o que está sendo chamado de insabiamento” (colocar areia).



--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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