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Mensalão e VatiLeaks

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 19 de setembro de 2012.


Papa Ratzinger e o mordomo Paolo Gabriele



Hoje, ---na 25ª. sessão de julgamento---, o ministro Joaquim Barbosa vai continuar a apreciar, --como fez na segunda feira passada--, a conduta do membros do “núcleo político” do Mensalão.



Para muitos operadores do Direito, o supremo ministro Barbosa, na tarde hoje, não vai surpreender.



Assim, os réus que serão julgados hoje e que militavam à época no PTB, PR e PMDB, serão condenados. Da mesma maneira como acabou de ocorrer com os progressistas Pedro Correa, Pedro Henry e Cláudio Genu.



O voto de hoje de Barbosa seria, a lembrar o prêmio Nobel de literatura Gabriel Garcia Marquez, a crônica de uma morte anunciada, ou melhor, de uma condenação anunciada desde a última segunda feira.



Não se deve esquecer que Barbosa, ---quando condenou os progressistas e os seus lavadores de capitais (Enivaldo Quadrado e Fishberg da corretora Bônus Banval)--, deixou uma porta aberta. Em outras palavras, Pedro Henry, Pedro Corrêa e Cláudio Genu, foram, pelo voto de Barbosa, condenados pelo crime de corrupção passiva: eles, segundo interrogatório de Delúbbio Soares, receberam, em troca de apoio parlamentar ao governo Lula, cerca de R$4,0 milhões a R$8 milhões.



Os acusados de corrupção ativa, -- os que ofereceram o suborno---, foram, conforme a denúncia, Delúbio, Genoíno e José Dirceu. Mas, o ministro Barbosa só cuidou de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Com efeito, se Barbosa pretende, -- como afirmou--, completar hoje o exame do núcleo denominado partido Progressista terá de indicar os corruptores ativos.



Certo mesmo sobre o julgamento de participantes de mega-escândalos será, como anunciado ontem, o do ex-mordono do papa Bento XVI. No dia 29 de setembro, sem televisão, fotografias e filmagens, será julgado Paolo Gabriele, protagonista do VatiLeaks.



Só depois de julgado é que o papa Ratzinger apreciará o pedido de perdão do mordomo infiel, que furtava documentos para repassar à imprensa e provocar diabólicos escândalos.



Pano rápido. Como a Igreja não pode deixar de perdoar o “maggiordomo” Paolo Gabrielle, estão em pior situação, processualmente e com Barbosa de relator, os acusados, por aqui e no processo apelidado Mensalão, Delúbio, Valério e José Dirceu.

--Wálter Fanganiello Maierovitch---


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