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Espiões do Mossad já estão em Londres. Cuidados especiais pós-terrorismo na Bulgária e nas Olimpíadas de Munique de 72

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 23 de julho de 2012.

Trabalho de inteligência




Por evidente, as autoridades britânicas não desejam que se repita, em Londres, o massacre ocorrido nos jogos olímpicos de Munique, de 1972. Naqueles jogos, 11 atletas de Israel foram covardemente assassinados por um grupo palestino chamado Setembro Negro. Morreu, também, um policial alemão.

O ataque, que surpreendeu os atletas de Israel, consumou-se em 5 de setembro de 1972.

Muitas dúvidas ficaram no ar até que a respeitada revista alemã Der Spiegel, neste ano de 2012, mostrou, com base num dossiê secreto dos 007 do serviço secreto alemão, ter havido negligência.

Para se ter ideia e consoante contou a Der Spiegel, o comando terrorista chegou a Munique e os membros não encontraram hotel para se hospedar. Então, os terroristas ficaram espalhados pela cidade de Munique, em hotéis e albergues.

Duas mensagens sobre presença de terroristas suspeitos em Munique, uma delas proveniente da embaixada de Beirute, foram ignoradas. O líder terrorista do Setembro Negro, Abu Daoud, foi recebido por um neonazista, Willi Pohl, que era vigiado pela polícia secreta alemã. E o encontro foi comunicado às autoridades superiores que não deram importância ao fato. Ontem, com tudo acertado, os 007 do Mossad (serviço secreto de Israel) desembarcaram em Londres.

Para os jogos olímpicos, a segurança britânica utilizará 12.500 policiais, 17 mil militares, 7 mil agentes privados de segurança. Os agentes do Mossad farão interlocução com os núcleos dos serviços internos e externos de informações.

O problema maior diz respeito aos policiais que, como alguns integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo, preferem atirar e matar para verificar depois quem era a vítima. Convém lembrar, dentre outras vítimas, o brasileiro Jean Charles de Menezes, de 27 anos.

Pano rápido. Depois do massacre ocorrido na semana passada na Bulgária, onde os alvos foram turistas judeus, o prefeito de Londres, Boris Johnson, recebeu de braços abertos os agentes do Mossad e dedicou uma placa de bronze à memória das vítimas dos ataques terroristas dos jogos de Munique de 1972.


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