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Na bolsa de apostas, Cachoeira tem 50% de chance de obter habeas corpus no STJ

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 1de maio de 2012.

Livre, voltaria ao crime



O habeas corpus liberatório do paciente Carlos Augusto Ramos, um criminoso habitual e conhecido pelo apelido de Carlinhos Cachoeira, será julgado dentro de uma semana, pois entrou na pauta do Superior Tribunal de Justiça (STJ) do dia 8 de maio próximo.

Só no dia do julgamento é que saberemos se o seu advogado, Márcio Thomaz Bastos, fará sustentação oral. Segundo a rádio-corredor, a presença do ex-ministro Bastos chamaria a atenção da mídia. Por isso, não seria útil a Cachoeira já que aumentaria a pressão popular pela denegação da ordem de habeas corpus. Ainda segundo a rádio-corredor, a estratégia de Bastos seria a de entrega de memoriais escritos nos gabinetes dos ministros que participarão da sessão do julgamento.

Na “bolsa de apostas” judiciária, Cachoeira tem 50% de chance de obter uma ordem de habeas corpus e deixar a prisão. Alertam os apostadores da tese da concessão da ordem liberatória que as investigações policiais já estão concluídas e Cachoeira não poderá mais interferir. Fora isso, não seria perigoso e até poderia, como o juiz apelidado Lalau, ser colocado em prisão domiciliar. Atenção: Cachoeira mora no condomínio onde habitam vários figurões implicados nas operações Monte Carlo e Las Vegas, dentre eles o governador Marconi Perillo.

Os 50% restantes entendem que Cachoeira é perigoso socialmente. Em liberdade, continuará a delinquir e poderá constranger testemunhas, que terão de depor num futuro próximo em juízo e na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

Muitos falam em risco de mais uma desmoralização do STJ e no aumento do abismo entre a Corte e a sociedade civil. O STJ trombou com o interesse moralizador da sociedade civil.

Além de dois episódios grotescos e indecorosos protagonizados pelo seu presidente Ari Pargendler (saiu a fazer lobby para a cunhada virar ministra do STJ e ofendeu um estagiário na fila de um caixa eletrônico, na base do “sabe com quem está falando”), ninguém esquece a decisão que liquidou com a Operação Castelo de Areia. Houve, de se frisar, um voto divergente a sustentar não ter a investigação policial na Operação Castelo de Areia baseado-se unicamente em denúncia anônima.

Na Castelo de Areia, existiam gravíssimas imputações contra dirigentes da empreiteira Camargo Corrêa e o STJ não permitiu, por entender ilícitas as provas incriminatórias colhidas, o curso do processo criminal. A propósito, o sonho dos dirigentes da Delta, apontada na Operação Monte Carlo, é de ter, antes que quebre, uma solução judiciária à la Camargo Corrêa.

Pano rápido. Até Têmis, deusa da Justiça que usa venda nos olhos, enxerga que Cachoeira fora da prisão fechada continuará a cometer ilicitudes, pois é um criminoso habitual. A colocação em prisão domiciliar, como ocorreu com o juiz conhecido por Lalau, também será escandalosa.


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