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Conselho de Segurança começa a intervir na Síria

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 14 de abril de 2012.

De ROMA, exclusivo para o Portal Terra.


Ditador terá de aplicar o Plano de Paz



Hoje, na parte da tarde, está marcada uma sessão especial do Conselho de Segurança das Nações Unidas para tratar da questão da guerra civil na Síria, pois, nos bastidores, existe consenso de que o plano de paz tocado pelo ex-secretário Kofi Annan tem de ser implementado e engolido, goela abaixo, pelo ditador sírio Bashar al-Assad.


Por evidente, preocupou, ontem, o fim do cessar-fogo, com o ditador sírio a atribuir a responsabilidade aos opositores e às lideranças sunitas. A propósito, os sunitas são contrários à manutenção do poder em mãos da minoria alauita (ramo dos xiitas) instalado em 1970, após a derrota para Israel na chamada Guerra dos Seis Dias.


O fim do cessar-fogo de ontem levou a Rússia e a China a concordarem, nas preliminares à reunião de hoje, com uma pressão e, segundo se comenta, início de intervenção na Síria. Até então, Rússia e China apoiavam incondicionalmente, juntamente com o Irã, o sanguinário ditador Bashar al-Assad, eleito em junho de 2000 e, sob odor de fraude, reeleito em maio de 2007.


Pelo script, o Conselho de Segurança mandará, por tempo indeterminado, um grupo de 30 observadores. Estes deverão inquirir pessoas e circular livremente pelas zonas de conflito. Ou melhor, poderão se mover sem tutela nem escolha de locais pelos subordinados do ditador Bashar al-Assad. Lógico, o ditador poderá não aceitar os observadores, mas, segundo especialistas no chamado Oriente Médio, não terá força para tanto.


Não há previsão para entrar em pauta, mas será objeto de conversa de bastidores pelos membros permanentes e temporários do Conselho de Segurança, a reviravolta no Egito, quer por parte da Irmandade Muçulmana, quer pela dos militares.


A Irmandade Muçulmana (algumas mídias brasileiras usam Fraternidade Muçulmada) lançou, a contrariar as suas promessas e discursos de que não cometeria o erro dos argelinos, candidato à Presidência. Trata-se do bilionário Khayrat al-Shater.


O candidato dos militares, que também não cumpriram o prometido, será o general Omar Suleiman, ex-ministro-chefe dos serviços de inteligência do governo de Osni Mubarak, ditador derrubado pela denominada Primavera Árabe, a partir de manifestações na praça Tahrir.


Pano rápido. A última intervenção determinada pelo Conselho de Segurança foi na Líbia e as limitações previstas na resolução, interdição de espaço aéreo, foram extrapoladas pelas forças de coalizão, em especial França e Nato-Otan.


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