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Killer de Toulouse filmou os assassinatos e sua identidade já é conhecida

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 21/3/2012

Para Sarkozi, tragédia nacional









Hoje, em Jerusalém, estão sendo enterradas as quatro vítimas, três crianças e um professor de 30 anos, fuziladas no colégio Ozar Hatorah de Toulouse, a terceira maior cidade francesa.


O assassino tinha uma máquina de filmar presa ao pescoço, conforme mostrado nas imagens recolhidas pelas câmeras de vigilância instaladas no interior do pátio do colégio. Ainda não se sabe a razão que o levou a filmar o ataque-surpresa: o assassino desceu de uma potente motocicleta de cor branca. Não tirou o capacete, mas, de pronto sacou duas armas e, andando sem pressa, atirou na frente do colégio e no pátio interno. Depois dos disparos mirados para atingir a cabeça das vítimas, subiu na moto e deixou o local em velocidade. A cena mais chocante é quando agarra pelo cabelo a menina que corria e, sem vacilar, dispara à altura da têmpora: a menina era Miriam Monsonegro, de 7 anos e filha do diretor do colégio.


Segundo os 007 da inteligência francesa, o serial killer seria o terrorista Mohamed Merah, de 24 anos. Ele ataca de quatro em quatro dias. Assim, em 11 de março matou um sargento paraquedista de 30 anos em Toulouse e, em 15 de março, na vizinha cidade Montauban, atacou três militares do 17º Regimento de Paraquedistas: nesse ataque, dois morreram e um está entre a vida e a morte.


Em campanha em fase de crescimento nas pesquisas, o presidente Nicholas Sarkozy tomou a frente das investigações e quer que o assassino seja preso vivo. Sarkozy classificou o ocorrido no colégio Ozar Hatorah como “tragédia nacional”.


François Hollande, o candidato socialista que está na frente nas pesquisas, declarou, em homenagem às vítimas e em solidariedade aos hebreus, estar suspensa a sua campanha. A líder extremista e eurodeputada, Marine Le Pen, preferiu o silêncio.


O suspeito Mohamed Merah nasceu na França e os pais são da Argélia. Conforme informado pelo presidente Sarkozy a líderes hebraicos que recebeu hoje no Palácio Eliseu, o suspeito planejava matar mais militares.


Merah é conhecido dos 007 do Dcri (departamento de contraterrorismo francês). E já foi confundido com um homônimo preso em Kandahar (Afeganistão) ligado aos talibans. Para o Dcri, o suspeito Merah, que vive na França, está filiado à Al-Qaeda do Magreb. O ramo se situa ao norte da África: Marrocos, Mauritânia, Argélia e Líbia. Essa organização separatista e salafita passou, a partir de 2005, a integrar a rede operada pela Al-Qaeda central e com o designativo de Al-Qaeda do Magreb.


A polícia francesa trabalha com duas pistas: terrorismo alqaedista ou serial killer neonazista.


Os funerais em Jerusalém, consoante as agência de notícias, foram acompanhados por uma multidão, certe de que o antissionismo ganha força.


Os jornais em Israel repetem a mídia francesa que informou, com base em imagens, ter o professor e rabino Jonathan Sandler procurado, com o corpo e sem sucesso, proteger e salvar os filhos Gabriel e Arieh, de 4 e 5 anos de idade. Todos foram atingidos nas cabeças.


A primeira suspeita recaiu em três paraquedistas expulsos do regimento de Montauban. Eles foram expulsos depois de ter circulado, pela internet, suas fotos com símbolos nazistas. As mesmas armas de fogo foram usadas nos três covardes ataques.


Pano rápido. Aguarda-se ainda para hoje a prisão do assassino e a motivação dos crimes. Enquanto isso, muitas mães de alunos do colégio Ozar Hatorah continuam a se perguntar: Por que o meu filho está vivo e os deles não?


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