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Pista neonazista na tragédia escolar na escola judaica de Toulouse

Por Wálter Fanganiello Maierovitch

IBGF, 19 de março de 2012.

Colégio Ozar Hatora: 3 crianças e um adulto mortos



Um serial killer neonazista, expulso do quartel militar, é a principal suspeita da tragédia ocorrida hoje, por volta das 8h30, no colégio particular hebraico Ozar Hatora. Três crianças e um adulto morreram e dezenas de estudantes ficaram feridos.



As três crianças tinham 3, 6 e 8 anos. As duas primeiras eram filhas do professor e rabino Yonatan Sandler, de 30 anos, também fuzilado. A quarta vítima, de 8 anos, era filha do diretor do colégio Ozar Hatora.



O assassino, todo de preto, chegou numa motocicleta Yamaha de 500 celindradas e portava duas armas de grosso calibre.



Para a polícia, a motocicleta, o calibre das armas usadas, o porte físico e as tatuagens coincidem com o agressor, dias antes, em um atentado em Montauban, com três mortes.



Num quartel de Montauban, segundo as investigações, foram expulsos dois paraquedistas acusados de postura neonazista. Um deles tinha tatuagens e o mesmo porte físico do autor das tragédias em Montauban e, hoje, em Toulouse.



Pano rápido. Vários países europeus temem pelo efeito multiplicador quando um neonazista perpetra crimes que alcançam grande repercussão. A Europol, polícia da União Europeia, acendeu o alerta amarelo de atenção. Na Itália, o gueto hebreu de Roma está sendo vigiado e, na França, o presidente Sarkozy, em campanha eleitoral, reforçou o policiamento nas escolas públicas e privadas.


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