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Greve baiana. O terrorismo pregado pelo líder grevista desmoralizou o movimento

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 09 de fevereiro de 2012.


Prisco, líder da greve



Marco Prisco, líder da greve dos policiais militares da Bahia, ficou desmoralizado quando apanhado em gravações telefônicas, interceptadas por meio de autorização judicial, transmitindo ordens voltadas à pratica de atos de matriz terrorista. E, também, ao atuar em causa própria ao buscar, em eventual acordo, a anistia e o recolhimento dos mandados de prisão expedidos pela Justiça. Ficou claro o conflito de interesses.


Sua rendição com prisão negociada, por evidente, enfraqueceu o movimento grevista, que afronta a Constituição da República. A Constituição garante a greve, mas o princípio não é absoluto. Os membros das Forças Armadas e das polícias militares, pela norma constitucional, não podem fazer greve. Prevaleceu, aí, o direito do cidadão à tranqüilidade social.


Com a prisão do ex-policial Prisco e a desocupação do quartel-general que armou ilegalmente no prédio-sede da Assembléia Legislativa, a tendência é de aceitação da proposta remuneratória feita pelo governo da Bahia, deixando a anistia para um segundo momento. A propósito, a anistia foi conseguida por participantes da recente parede dos bombeiros, no Rio de Janeiro.


O risco de a greve “pipocar” para outras unidades federativas é bem menor, pois a solidariedade seria vista, pela população, como apoio ao terrorismo incitado por Prisco, que deveria ser expulso imediatamente do PSDB onde milita.



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