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Drogas ilícitas. Uma nova droga sintética é ofertada por semana no mercado proibido

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 27 de outubro de 2011.





A tendência vem se confirmando, ou seja, as drogas sintéticas psicoativas (feitas em laboratórios e sem componentes naturais) vem substituindo as semi-sintéticas como, por exemplo, o cloridrato de cocaína: o cloridrato de cocaína tem a folha natural de coca como matéria prima.



Segundo constatado pela União Européia, nos dois últimos anos foi ofertado ao mercado consumidor um novo tipo de droga sintética a cada semana. Em outras palavras, por semana um tipo desconhecido e com componentes ativos proibidos por lei e genericamente denominados por metanfetaminas.



Para Viviane Reding, comissária da pasta da Justiça da União Européia, o dado é alarmante, ou seja, uma droga nova por semana.



No ano de 2010, as policiais dos estados membros da União Européia apreenderam 48 novas drogas proibidas, com misturas e princípios ativos diversos. Como bem sabem todos os que acompanham a geoeconomia das drogas ilícitas, basta uma novidade que tenha caído no gosto de uns poucos usuários para a substância se espalhar e conquistar mercados. Pelas infovias, os que experimentaram e aprovaram cuidam da difusão espontânea.



Viviane Reding, em entrevista dada hoje em Bruxelas, destacou que “as novas drogas sintéticas estão a avançar e tornaram-se disponíveis num nível sem precedentes na Europa. Por isso, o tráfico transfronteiriço virou o crime de maior incidência nos estados integrantes da União Européia”.



No Brasil está a maior indústria química da América Latina. E a falta de fiscalização dos insumos poderá transformar o nosso país em grande produtor de drogas sintéticas. Será um concorrente da Colômbia, Peru e Bolívia, países de cultivo de coca e produção de cloridrato de cocaína.



O destacado pela comissária Reding não érepresenta exageros. Uma recentíssima pesquisa do Eurobarômetro revela que os jovens europeus estão cada vez mais expostos à oferta de drogas proibidas. Pelos dados apresentados pelo Eurobarômetro, 5% dos jovens admitiram ter feito uso de drogas e na Irlanda o porcentual chega a 16%, com 9% na Polônia e 8% no Reino Unido.



Pano Rápido. As drogas sintéticas perderam mercado nos anos 90 por causa da impureza na elaboração, isto por químicos diletantes unidos a pequenos traficantes, ambos sem vínculos com as máfias internacionais.



Hoje o quadro é diverso e as máfias internacionais cuidam da elaboração e da oferta. Para elas, o lucro com as sintéticas é muito maior do que com a cocaína, cuja matéria prima é Andina e o transporte do cloridrato é caro. As sintéticas são produzidas, como regra, nos próprios locais (estados nacionais) de oferta. Quando não, em países vizinhos.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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