São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

Crime Organizado. As dificuldades do novo comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro e os Chiquinhos que aparecerão.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 30 de setembro de 2011.


juíza Patrícia Acioli, assassinada por membros da Polícia Militar do Rio.




Novo comandante da PM do Rio terá dificuldade para limpar a Polícia Militar do Rio.



Não dá para ter ilusões.



O novo comandante comandante da Polícia Militar, --coronel Erir Ribeiro Costa Filho--, terá um gigantesco trabalho para tentar extirpar a banda-podre da corporação.



A ousadia dos bandidos de farda e de galões chegou ao ponto máximo com o covarde assassinato, neste ano de 2011, da juíza Patrícia Acioli, no dia da Justiça, ou seja, 11 de agosto.



A íntegra Patrícia Acioli, -- então juíza criminal em São Gonçalo e cujo pedido de escolta foi negado pelo desembargador Luiz Zveiter do Tribunal de Justiça---, foi surpreendida e atacada por dois milicianos lotados no Batalhão de São Gonçalo.



O referido batalhão era comandado pelo desafeto da juíza, tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira.



Quando da identificação dos autores materiais do bárbaro crime, Silva de Oliveira, “reservadamente”, foi transferido de São Gonçalo para o batalhão da Maré, por ato do então comadante-geral Mário Sérgio Duarte.



Na quarta 27, o tenente-coronel Silva de Oliveira foi preso sob acusação de ter sido o mandante do assassinato da juíza Patrícia Acioli e o comandante-geral, Mário Sérgio Duarte Garcia, exonerado das funções. A propósito, Silva de Oliveira nega haver tido participação no assassinato e afirma que provará a sua inocência. Na verdade, competirá ao ministério Público comprovar, em juízo, a sua responsabilidade criminal.



O novo comandante, Costa Filho, assume o comando de uma corporação completamente desacreditada junto à sociedade civil. No momento e parodiando Chico Buarque de Holanda, os cariocas e fluminenses preferem “chamar o ladrão”.



Como sabe até a estátua do Cristo Redentor, o crime organizado, depois de ações espetaculares como assassinatos de magistrados, submerge, esconde-se até a chegada do esquecimento. Assim, ao novo comandante competirá atuar num momento em que a banda-podre vai recuar e se fingir de disciplinada e cooperativa.



Limpar a polícia não é tarefa fácil em nenhuma parte do mundo. Na Itália, foi designado para combater o crime organizado, --a potente e transnacional Cosa Nostra siciliana--, o general Carlo Alberto Dalla Chiesa, que havia obtido sucesso no combate ao terrorismo. Dalla Chiesa foi fuzilado e morto no primeiro dia de trabalho na Sicília.



O passo inicial para reprimir a banda-podre policial, --usado nos EUA e Itália com eficácia--, deve ser a busca de sinais de riqueza: “Quem cabritos possui e cabras não as tem, de algum lugar provém”, diz a sabedoria popular lusitana.



Com efeito, um trabalho de levantamento para verificar compatibilidade entre ganhos e patrimônio, deve ser a primeira providência para se identificar um policial corrupto e membro da banda-podre. Espera-se que o novo comandante faça e o secretário de Segurança confira o trabalho.



Pano Rápido. No Rio, o novo comandante já foi punido e preso por dizer que o deputado Chiquinho da Mangueira tinha pedido-lhe para “maneirar com o crime organizado”. À época, Costa Filho, -- que apareceu na coletiva à imprensa de terno e gravata ( evitou a farda)--, comandava o Batalhão da Mangueira, reduto eleitoral do excelentíssimo deputado Chiquinho.

Wálter Fanganiello Maierovitch--


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet