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Arábia Saudita. Ativistas comemoram conquistas como primeiro passo para a igualdade

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 26 de setembro de 2011.


rei saudita Abdullah



A Arábia Saudita, ---nascida em 1932 da união de dois reinados e dois emirados---, é uma monarquia absoluta com pena de morte.



O direito de voto foi admitido apenas 2005 e com duas limitações originais. Só se vota a cargos administrativos (administradores municipais) e apenas homens maiores de 21 anos podem votar e ser votados.



Ontem, o rei Abdullah Ibn Abd-el Aziz, de 87 anos de idade e no poder desde 1 de agosto de 2005, resolveu abrir o voto e o direito de se candidatar às mulheres maiores de 21 anos.



A abertura, no entanto, só valerá para 2015. Em outras palavras, as mulheres não votarão e nem concorrerão às eleições administrativas da próxima quinta-feira. O rei assegurou esse direito a partir de 2015.



Pouco antes, em 2013, o rei poderá nomear mulheres para o seu Conselho Consultivo. Esse Conselho é composto por 120 membros da escolha pessoal do rei.



Em 2013 haverá renovação do Conselho e estará aberta a possibilidade de o rei escolher uma mulher. Assim, o rei poderá, em tese, consultar uma mulher sobre questões de estado e de governo.



Ontem, depois do anúncio do rei saudita Abdullah, a internet quase congestionou pela troca de mensagens entre as sauditas do sexo feminino.



A abertura foi mínima, mas representou um bom começo, declarou a ativista Naila Attar ( chefe da campanha Baladi).



As mulheres continuarão a luta para a eliminação da tutela do esposo e para ser reconhecido o direito de dirigirem automóveis ( motocicleta não se fala), assegura Wajeha al Huwaider, também ativista pela igualdade de direitos entre homens e mulheres na Arábia Saudita.



Pano Rápido. A cultura machista está impregnada. Grande parte da sociedade, -- e não apenas os religiosos---, é contrária à igualdade. Graças ao apoio dos jovens, mulheres e homens, é que se está a evoluir entre os sauditas.



Com a morte do fundador do reino saudita, Abdul Azis (1953), o poder passou, conforme estabelecido, para os filhos e sempre assume o trono o mais velho. Não existe a distinção entre o patrimônio da família real e público.



Como se percebe, a primavera teve efeito de “ventinho” na Arábia Saudita.



A Arábia Saudita sempre foi alvo da Al Qaeda, que se fortaleceu no país quando o rei aceitou a presença de tropas norte-americanas para ajudar a garantir a segurança nos poços petrolíferos: a CIA informava o rei saudita do risco de uma invasão iraquiana por Saddam Hussein.



Como o rei é responsável pela custódia dos lugares santos (Meca e Medina), a presença norte-americana foi vista como violação ao solo sagrado. Assim, a Al Qaeda, com o saudita Osama Bin Laden à frente, cresceu em importância e recebeu muito dinheiro de fundamentalistas a fim de lutar contra os EUA e Ocidente invasor. Para o assassinado Bin Laden, os norte-americanos queriam roubar o petróleo saudita.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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