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Crime Organizado infiltra-se na Corregedoria policial do Rio de Janeiro

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 02 de setembro de 2011.






O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, está empenhado no combate às milícias fluminenses, composta por policiais e ex-policiais. Como se sabe, as milícias têm controle de território e atuam de modo a subjugar os moradores das áreas controladas. São várias as suas fontes de renda: comissões em locações e vendas, distribuição de sinais de canais televisivos (“gatonet”) e de botijões de gás, etc, etc.



Ontem, a repressão aconteceu em Campo Grande, onde, há anos, atua a milícia instalada pelos irmãos Jerônimo e Natalino Guimarães, que estão presos desde 2007.



As prisões dos irmãos Guimarães, no entanto, não serviram para erradicar a milícia, que passou a ser comandada por Toni Ângelo Souza Aguiar, um ex-integrante da Polícia Militar do estado do Rio.



Dos 17 mandados de prisão que deveriam ser cumpridos, a polícia conseguiu, ontem, capturar apenas 5 integrantes do bando dos irmãos Guimarães. Mas, uma importante descoberta foi feita e mostra como o crime organizado consegue se infiltrar no aparato policial.



No Rio e por meio do inspetor aposentado Anísio de Souza Bastos, 51 anos de idade, as organizações criminosas (milícias) recebiam informações sobre as ações policiais que seriam realizadas.



Anísio, que está com a prisão preventiva decretada, trabalhava na Corregedoria da Polícia Civil.



Conforme informa o jornal O Globo, pelas jornalistas Vera Araújo e Ana Cláudia Costa, a atividade ilícita de Anísio não se limitava à passagem ilegal de informações: “ Outra atribuição dele era prejudicar uma milícia rival, a do ex-PM Francisco Cesar Oliveira, o Chico Bala, fazendo operações contra o grupo, também na Zona Oeste”.



Mais uma vez, conseguiu-se “prova provada” de como o crime organizado, com forte poder corruptor, faz a cooptação de policias.



Em órgãos sensíveis como as corregedorias, ou de centralização de informações sobre ações especiais de contraste às organizações criminosas, as cúpulas policiais européias e norte-americanos, investem na observação sobre sinais exteriores de riqueza. Assim, consegue-se identificar agentes corrompidos, cooptados pelo crime, em funções de relevância.



No Rio, o secretário Beltrame despende esforço hercúleo para limpar das policiais as bandas podres, implementar as unidades pacificadoras e contrastar as pré-máfias e as milícias.



Com relação à milícia dos irmãos Guimarães (Jerônimo e Natalino estão custodiados em presídio federal) estão presos 123 membros dessa organização delinquencial de Campo Grande. Mas, a organização continuava ativa e mantém controle social. Até quando ? Nem bola de cristal revela.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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