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Strauss-Khan manteve relação com a camareira entre 7 e 9 minutos.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 25 de agosto de 2011.


a camareira da vida de Khann.



Como todos sabem, o Tribunal de Manhattan acolheu o pedido de arquivamento das sete acusações feitas contra Dominique Strauss-Khan (DSK) pelo procurador Cyrus Vance, na última terça-feira (23). Pela prova existente nos autos, DSK e a camareira Nafissatou Diallo mantiveram relações sexuais que duraram de sete a nove minutos. Tudo isso, é claro, na suíte do Sofitel Manhattan, cuja diária na época custava a bagatela de US$ 3 mil. Como DSK sustentava que o coito fora consentido e o procurador Vance entendia que a camareira havia mentido muito e mudado algumas vezes relatos circunstanciais, começou a pesar o relatório apresentado pelos médicos que atenderam Nafissatou Diallo em um Pronto Socorro. O relatório concluía por lesões corporais na região vaginal, o que caracteriza estupro. O procurador Vance foi eleito pelos cidadãos de Nova York para o cargo de chefe distrital do Ministério Público: obteve quase 80% dos votos e é conhecido pela defesa dos pobres e marginalizados. Vance não esteve na audiência de terça-feira (23). O seu lugar foi ocupado pela procuradora adjunta Joan Illuzzi-Orban. Ele preferiu se preparar para uma coletiva de imprensa, que foi interrompida pelo tremor de terra sentido na cidade de Nova York. O procurador tem pretensões políticas. Seria um outro Rudolph Giuliani, conhecido como o prefeito da “tolerância zero”, que tinha pretensões de chegar à Presidência da República. Giuliani desistiu da candidatura ao Senado ao perceber que seria massacrado nas urnas por Hillary Clinton. A desistência foi de última hora e Giuliani alegou que tinha descoberto um câncer de próstata e precisava se tratar. O seu substituto republicano contou com menos de um mês de campanha para tentar derrotar Hillary. Vance foi duro no início do caso, quando DSK, em 14 de maio, foi tirado do avião que o levaria à Europa e algemado por dois policiais do Harlem (bairro negro de Nova York), mas tirou rapidamente o pé do acelerador. Isto diante do rolo compressor promovido pelo grupo de investigadores privados e de assessoria de imprensa contratados a peso de ouro pelo ex-diretor do FMI. Os editorias do The New York Times, então, tiveram carga capaz, caso não recuasse, de acabar com o sonho político de Vance. Da mesma maneira que a mídia internacional tirou de DSK a certeza de que venceria com facilidade as eleições presidenciais francesas e ocuparia a cadeira de presidente no Eliseo após o escândalo. O Tribunal de Manhattan, em tese, poderia não ter aceito o pedido de arquivamento. Dessa forma, a Procuradoria não iria comparecer às audiências e a acusação estaria prejudicada. A propósito, o advogado Kenneth Tompson procurou, sem sucesso, afastar Vance do caso e, como advogado da vítima, defender as sete acusações. Pano Rápido. Como poderosos e potentes costumam conseguir tudo, já se sabe, por informações vindas de Paris, que a denúncia de Tristane Banon (que acusa DSK de violência sexual) perde força. Mais uma vez, a sua mãe, militante do Partido Socialista (o mesmo de DSK), pressiona pela retirada da acusação. Wálter Fanganiello Maierovitch


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