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Sexo de Kahn com a camareira durou de 7 a 9 minutos. Em Paris, a acusação da jornalista Banon contra Kahn pode ser por ela retirada

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 24 de agosto de 2011.

Naissatou Diallo, camareira do Sofitel Manhattan



Como todos sabem, o Tribunal de Manhattan acolheu, ontem, o pedido de arquivamento das sete acusações feitas contra Domenique Strauss-Khan (DSK) pelo procurador Cyrus Vance.



O procurador Vance foi eleito pelos cidadãos de Nova York para o cargo de chefe distrital do ministério Público: obteve quase 80% dos votos e é conhecido pela defesa dos pobres e marginalizados.



Vance não esteve na audiência de ontem. O seu lugar foi ocupado pela procuradora adjunta Joan Illuzzi-Orban. Ele preferiu se preparar para uma entrevista coletiva de imprensa, que restou interrompida pelo tremor de terra sentido na cidade de Nova York.



O procurador Vance tem pretensões políticas. Seria um outro Rudolf Giuliani, conhecido como o prefeito da “tolerância zero” e que tinha pretensões de chegar à presidência da República. Giuliani desistiu à candidatura ao senado ao perceber que seria massacrado nas urnas por Hillary Clinton. A desistência foi de última hora e Giuliani alegou que tinha descoberto um câncer de próstata e precisava se tratar. O seu substituto republicano contou com menos de um mês de campanha para tentar derrotar Hillary.



Vance, duro no início do caso e quando DSK em 14 de maio foi tirado do avião que o levaria à Europa e algemado por dois policiais do Harlem (bairro negro de Nova York), tirou rapidamente o pé do acelerador. Isto diante do rolo compressor promovido pelo grupo de investigadores privados e de assessoria de imprensa contratados a peso de ouro pelo ex-diretor do FMI.



Os editorias do The New York Times, então, tiveram carga capaz, -- caso não recuasse--, de acabar com o sonho político de Vance. Da mesma maneira que a mídia internacional ao contar o escândalo tirou de DSK a certeza de que venceria com facilidade as eleições presidenciais francesas e ocuparia a cadeira de presidente no Eliseo.



O Tribunal de Manhattan, em tese, poderia não ter aceito o pedido de arquivamento. Aí, a procuradoria não compareceria às audiências e a acusação estaria prejudicada. A propósito, o advogado Kenneth Tompson procurou, sem sucesso, afastar Vance e, como advogado da vítima, defender as 7 acusações.



Pela prova existente nos autos, DSK e Nafissatou Diallo mantiveram relações sexuais de 7 a 9 minutos. Lógico, na suíte do Sofitel Manhattan cuja diária custava a bagatela de trem mil dólares.



Como DSK sustentava que o coito foi consentido e o procurador Vance entendia que Diallo havia mentido muito e mudado algumas vezes relatos circunstanciais, começou a pesar o relatório apresentado pelos médicos que atenderam a camareira, num Pronto Socorro.



O relatório concluía por lesões corporais na região vaginal, a caracterizar estupro.



Outra prova, no entanto, veio à luz. Os advogados de DSK demonstraram que a camareira Diallo, na noite anterior, havia mantido relações sexuais e poderia ter saído lesionada. Essa prova destruía o laudo e Vance cedeu a ela.



Pano Rápido. Como poderosos e potentes costumam conseguir tudo, já se sabe, por informações vindas de Paris, que a denúncia de Tristane Banon ( acusa DSK de violência sexual) perde força. Mais uma vez, a sua mãe, militante do Partido Socialista (o mesmo de DSK), está a pressionar pela retirada da acusação.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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