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Líbia. Bandeira rebelde tremula em vários lugares de Trípoli. Especulações sobre fuga do antigo raís e bala de prara

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 22 de agosto de 2011.





Na Líbia, tudo é duvidoso. Até se haverá o fim do regime ou o nascimento de uma nova forma de tirania. Isto porque os principais líderes rebeldes serviram ao raís Muammar Kadafi, que permaneceu durante 42 anos no governo da Líbia.



O Conselho Nacional de Transição, reconhecido pela França como único representante dos líbios, é liderado por Mustafá Abdel Jali, ex-ministro da Justiça de Kadafi.



O articulador internacional dos rebeldes é Abdel Rahman Shalghan foi anos a fio embaixador da Líbia junto a ONU. Shalghan, que vive em Nova York, passou para o lado dos rebeldes ao perceber que a França, EUA e Reino Unido já se movimentavam para obter uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas. O ligeiro Shalghan foi um dos primeiros a apoiasa revolução iniciada em 17 de fevereiro passado. Com a edição de resolução 1973 do Conselho de Segurança, Shalgan virou, de fato, o chanceler dos revolucionários junto à ONU.



A lista dos que mudaram de lado, -- chamados de traidores pelo coronel Gadafi--, é longa. Destacam-se Moussa Koussa, ex-chefe do serviço secreto e já ministro de relações Exteriores; Shokri Ghanem, ex-primeiro ministro e responsável pelas negociações internacionais do petróleo líbio e Omran Aboukraa, antigo ministro do petróleo.



Até agora, não se sabe bem se Abdel Younis, ministro do Interior ((segurança pública interna), renunciou efetivamente ou se atuava como infiltrado de Kadafi no Conselho Nacional de Transição. Ele foi fuzilado em Bengasi, cidade onde começou o movimento para derrubada do raís.



A mais recente das baixas experimentadas por Kadafi foi a de Abdel Salam Jalloud. Ele era o braço direito de Kadafi e o acompanhava desde o golpe militar de 1969. Um golpe contra o rei e que levou o coronel ao poder na Líbia. Jalloud, dado pelas agências de inteligência como o número 2 da Líbia, fugiu na sexta feira passada.



Em entrevista aos jornais europeus, Jalloud, que conhece bem Kadafi, derrubou algumas especulações sobre o ex-companheiro.



Para Jalloud, o coronel não é inflexível a ponto de morrer a perder o poder.



No momento azado, frisa Jalloud, o coronel partirá para o exílio: África do Sul, Egito, Chade (país vizinho) ou Venezuela, segundo Jalloud.



Não faltam países para receber Kadafi e estes, consoante assegura Jalloud, jamais irão entregá-lo ao Tribunal Penal Internacional (TPI), que já decretou a sua prisão preventiva.



Ontem, os jornais franceses falavam que dois aviões sulafricanos estavam estacionados no aeroporto de Trípoli. Mais ainda, o filho de Kdafi, Saif AL Islan (que os rebeldes afirmam haver prendido) teria depositado uma fortuna ( valor estimado a US$ 450 milhões) em países amigos e prontos a receber Kadafi.



Os 007 da inteligência da Otan-Nato não descartam a chamada bala de prata. Ou seja, a possibilidade de Kadafi ser morto por guarda-costa ou mercenário em face de uma ordem sua para resistência até a morte.



Pano Rápido. A liderança dos rebeldes prometem, pós queda de Kadafi, a realização de referendo, de eleições e de nova constituição para o país. Sobre concessão para exploração do petróleo, servirá como moeda troca com o Ocidente que, até bem pouco, negociava e aceitava investimentos de Kadafi. E este grande sustentador de empresa francesas e italianas gostava de passear em Paris e Roma, sempre extravagantemente.



--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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