São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

Guerrilha urbana. Reprovado pelos britânicos, premier Cameron quer contratar Bartton, americano especializado em acabar com gangs juvenis.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 13 de agosto de 2011.


Cameron

As cidades inglesas voltaram ao ritmo normal depois de cinco dias sob intensos e violentos ataques de guerrilheiros urbanos, em especial os promovidos por membros de dezenas de associações delinquencias chamadas, em Londres, de “gangs juvenis”.



O premier David Cameron diante do dissenso entre a vacilante ministra do Interior, Theresa May, e a cúpula da Scotland Yard, teve de interromper as férias e liderar as ações de repressão e contraste.



Com reforço policial, aquartelamento do Exército, permissão para uso de balas de borracha e jatos de água e Cameron a papaguear a expressão “punho duro” ( evitou a desgastada expressão “tolerância zero”), as “gangs” e os descontentes aderentes (desempregados e excluídos sociais) submergiram e a normalidade voltou às cidades inglesas e aos bairros londrinos.



Diante desse quadro de volta à normalidade, o premier Cameron, ao contrário do que imaginava, não “faturou” em termos de popularidade.



Pesquisas publicadas hoje no jornal Guardian mostram que a grande maioria dos britânicos considerou tardia a sua reação de Cameron. E os britânicos, em outra pesquisa publicada, desaprovam o corte orçamentário de despesas na polícia, conforme anunciado por Cameron. O corte é de 2,0 milhões de esterlinas e, pelos calculos, de 30 mil policiais que seriam contratados.



Cameron, apesar do sucedido, continua a insistir nos cortes e afirma que, com a reforma, terá um polícia mais eficiente e próxima à população.



Com a reprovação divulgada, Cameron acaba de anunciar uma nova providência, na verdade um velho golpe de marketing. O premier britânico prometeu, a partir de segunda feira, contatos para contratar o norte-americano Bill Braton que, em 1992 e em Los Angeles, conseguiu acabar com as “gangs juvenis”.



Diante do interesse de Cameron em ter o “supercop” no seu governo ( Bratton já comandou as polícias de Nova York e de Los Angeles), os jornais buscaram entrevistas. Para surpresa geral, Bratton falou que o trabalho é longo, de integração e não de pura repressão, que não funciona. Ele criticou indiretamente o modelo inglês baseado, até agora, apenas na repressão, com policiais metropolitanos violentos, como atesta a morte,--- por abuso policial--, de Mark Duggan. A execução de Duggan, com a polícia a esconder a notícia por três dias, foi a gota d´água para o início da revolta assistida e que coloca Cameron em cheque.



--Wálter Fanganiello Maierovitch--


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet