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Guerrilha urbana. Premier britânico fala em bloquear redes sociais

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 11 de agosto de 2011.




O premier britânico David Cameron já respira mais aliviado. Isto depois de a polícia ter, com reforço de 16 mil homens, conseguido, na noite de ontem, inibir a revolta iniciada no último sábado.



A revolta começou no bairro periférico e pobre de Totteham, depois de a polícia informar, apenas no sábado 6, sobre a morte, na quarta-feira 3, de Mark Duggan, de 29 anos.



A polícia escondeu a informação e os moradores do bairro de Tottehan, — localizado na zona norte da capital Londres–, concentraram-se na frente do departamento de polícia para cobrar por informações. Logo depois, concluíram ter sido o falecido Duggan vítima de abuso policial.



Ontem, Cameron havia autorizado, pela primeira vez na história do policiamento metropolitano, o uso de balas de borracha e o emprego de jatos d´água. Ele justificou as medidas como necessárias para garantir a ordem pública e a tranqüilidade social.



Mais ainda, anunciou que convocaria o Exército para auxiliar a polícia metropolitana.



Com o controle da situação verificada na noite de ontem, Cameron já se excede. Cameron acaba de anunciar que poderá determinar o bloqueia das redes sociais como, por exemplo, BlackBerry Messenger (BBM), twitter, etc. Pelas investigações, os revoltosos usaram smartfone e o sistema de mensagens da BBM.



Caso isso se efetive, Cameron estará a imitar o governo do Irã que, depois de contratar a peso de oro a filandesa Nokia, consegue bloquear, a qualquer momento, as comunicações, em especial entre jovens de oposição ao regime.



Vale lembrar que a chamada “Primavera Árabe”, –que resultou na derrubada de dois ditadores e em concentrações a pedir democracia e liberdade de expressão na Síria e na Líbia–, foi possível graças ao emprego de tecnologia de comunicação de massas, ou melhor, as chamadas redes sociais.



Quanto ao emprego do Exército, o premier britânico recuou e afirmou que não será mais necessário. Mas, a prontidão continuará nos quartéis. Frisou, também, que o corte orçamentário não reduzirá a eficiência da polícia britânica.



No momento, o setor mais ativo é o da cyberpolícia. Ontem, foram captadas mensagens, –num trabalho de infiltração cibernética-, que convocavam para ataques de surpresa: - “Desloquem-se todos para o Oxford Circus, para atacarmos”.



Pano Rápido. A tendência na Inglaterra, como se verificou em São Paulo quando do episódio a envolver a organização criminosa conhecida pela sigla PCC, é de retração das “gangs” e dos marginalizados que partiram para o quebra-quebra.



No fundo, é a velha técnica de submergir e aguardar outra oportunidade. Mais ainda, as gangs têm a certeza de que a população londrina continua intranqüila.



-Wálter Fanganiello Maierovitch--


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