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Terror e insurgência. Talebans comemoram eliminação de 22 militares do Team Six dos Navy Seals. Da unidade foram selecionados os que eliminarm Bin Laden

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 08 de agosto de 2011.



Depois das manchetes dos jornais informarem mundo afora sobre a derrubada, no sábado 6, do helicóptero de transporte de tropas CH-47Chinook na cidade afegã de Sayyedabad - província de Wardak -, com 38 militares carbonizados (31 norte-americanos e 7 afegãos), começaram a vazar informações até então secretas.



Esse tipo de vazamento decorreu do inconformismo com o falimento de uma “missão militar” de alto risco e que deveria contar com o denominado “elemento supresa”.



Os norte-americanos envolvidos no Afeganistão desde outubro de 2001 falam em “traição” de informantes ou de oficiais militares das novas forças militares afegãs, formadas pela Nato-Otan.



O contingente de talebans que estavam em Sayyedabad teria recebido a informação sobre a operação norte-americana e aguardava o ataque. O helicóptero restou atingido por um velho lançador de granadas tipo Rpg: o armamento é empregado contra tanques e, na falta, acabou utilizado para abater o helicóptero Chinook.



Os talebans, e o mula Omar (Bin Laden foi casado com uma das suas filhas), estão a vibrar com o feito. A operação em Sayyedabad contou com militares da Navy Seal. E 22 das vítimas fatais (fala-se também em 18) pertenciam à unidade denominada “Team 6”, da força especial dos Navy Seals.



Dessa unidade, “Team 6” foram escolhidos os integrantes da Operação Jerônimo, que esteve sob o comando do vice-almirante William McRaven. Em 2 de maio passado, os militares tirados da unidade “Team 6” para fazer parte da Operação Jerônimo localizaram e eliminaram Osama bin Laden, líder alqaedista.



A falida operação em Sayyedabad fora classificada como de grande importância em face do início, em duas semanas, da retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, com conclusão estabelecida para 2014.



Com datas fixadas e inúmeras falas do presidente Barack Obama a garantir a retirada das tropas que invadiram o Afeganistão em outubro de 2001, os talebans prepararam ações pontuais voltadas a desacreditar promessas de Karzay, difundir o medo na população e eliminar os oficiais das novas forças armadas do Afeganistão, que assumiriam, com a retirada das tropas da coalizão, postos controlados pela Nato-Otan. O governo do presidente Karzai se empenha, com apoio das forças coordenadas pela Nato-Otan, a criar um sistema de segurança apto a garantir o poder e suportar as ofensivas dos talebans.



Vários oficiais e políticos comprometidos, pós-saída norte-americana, com um sistema confiável de segurança acabaram eliminados. Os talebans, nessas supracitadas ações pontuais, assassinaram o prefeito de Kandahas e o governador da província de Uruzgan. Até o irmão adotivo do presidente Karzai restou assassinado. Cerca de 15 novos oficiais foram mortos.



Segundo relatório da Organização das Nações Unidas, nos primeiros seis meses de 2011 foram mortos 1.462 civis, sendo 80% deles em decorrência de ataques promovidos pelos talebans. Ainda consoante relatório da ONU, o número de mortos neste semestre é 15% superior ao de 2010, no mesmo semestre.



Após a conclusão de que os talebans estavam empenhados em desmoralizar o novo sistema de segurança e os que tinham a ele aderido, é que se preparou a operação na cidade de Sayyedabad. Tudo distante apenas duas semanas do início da retirada das tropas norte-americanas. Uma operação especial com a convocação dos militares da Navy Seals (tropa da marinha), conforme já destacado.



Para os 007 da CIA, alguém deu com a língua nos dentes, como já aconteceu, por exemplo, na operação Khost. E o difícil é identificar o “traidor” (na visão norte-americana) ou o “ infiltrado” (no conceito europeu).



Sobre a presença de contingente de talebans em Sayyedabad alguém informou os norte-americanos. Pelo que corre teriam sido líderes de grupos tribais de etnia pastum. Como bem sabe o general Petraeus, hoje no comando da CIA, os informantes locais são pouco confiáveis, ou melhor, podem apunhalar pelas costas, apesar da “grana” recebida ou do poder de influência prometido.

Wálter Fanganiello Maierovitch


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