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Escândalo Murdoch. O magnata australiano poderá ser substituído pelo Conselho de Adminstração

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 20 de julho de 2011.



A gigantesca News Corp vale, por baixo, 32,7 bilhões de dólares. Este foi o valor do volume de negócios da empresa em 2010.



O seu Conselho de Administração conferiu a Rupert Murdoch o encargo de “administrador-geral delegado”.



Em outras palavras, Murdoch atua por delegação. Ele é o gestor-delegado do News Corp. Como atua por delegação, o Conselho de Administração pode tirá-lo da “gerência-geral”. E, pelo que comentam analistas norte-americanos e ingleses, já existe motivo sério para o afastamento, que será feito no melhor estilo “enterro de luxo”: Murdoch vira uma espécie rainha da Inglaterra na organização.



O motivo para o afastamento foi dado ontem por Murdoch, na audiência havida no Parlamento britânico. Murdoch, na ocasião, disse que nada sabia dos ilícitos criminais que eram perpetrados pelos jornalistas do tablóide domenical News of the World.



Ora, de duas uma. Ou Murdoch mentiu no Parlamento ou se mostrou um gestor de “quinta categoria”. Daqueles que não sabem nada do que acontece nas empresas sob sua administração e fiscalização.



Esses dois motivos, -- mentira ou incompetência--, são suficientes para o Conselho de Administração dar, como acima frisado, um “enterro de luxo” a Murdoch, ou melhor, tirá-lo da gerência-geral e condecorá-lo com o cargo de presidente do Conselho de Administração, um órgão colegiado onde o magnata poderá ser voto vencido nas deliberações.



Os membros do Conselho de Administração temem mais os acionistas desgostosos com a gestão do que ao próprio Murdoch, que é o maior dos acionistas. Os conselheiros são escolhidos pelos acionistas e, caso façam o jogo do majoritário, podem não ser reconduzidos aos cargos no final do mandato. E conselheiro não reconduzido perde polpuda remuneração.



Com efeito. Nos EUA os conselheiros (membros do Conselho de Administração) temem os acionistas descontentes ( no Brasil, bajulam o majoritário). E já despencaram, em face do chamado escândalo Murdoch, as ações da News Corp.



O filho de Murdoch, de prenome James, é considerado muito jovem para substituir o pai na função de “administrador-geral delegado”. A sua mulher Wendi Deng, de 42 anos, não tem nenhum prestígio, embora, ontem e no Parlamento, tenha agarrado o agressor do marido, que atirou a “torta de espuma” para acertá-lo. Para Michael Wolf, autor da biografia de Murdoch publicada em 2008 ( The Man Who Ows the News), faz um bom tempo que o magnata anda distante da esposa.



O nome mais forte para substituir Murdoch é o de Chase Carrey, atual diretor-geral da News Corp. A filha Elizabeth acabou de ingressar no grupo. É muito jovem e trabalhava numa pequena empresa.



PANO RÁPIDO. O escândalo abalou o império Murdoch. Esse império está espalhado pelo mundo: (1) América Latina ( Sky Latin América), (2) EUA ( Fox-tv, Fox-news, HarperCollins, Twentieth Century Fox, New York Post, Wall Street Jornal), (3) Europa ( Sky-Deutschland, Sky Itália, Sky Radio, BulgariaTV, News outdoor), (4) Reino Unido ( The Times, o encerrado News of the World e em negociações com a BSkyB), (5) Ásia (Star Tv Ásia, China Network System) e (6) Austrália (Herald Sun, The Daily Telegraph, Fox Studios, Premium Media Group e The Australian).

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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