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Bordel de Berlusconi. Ministério Público acusa Nicole Minetti como a gerente.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 28 de junho de 2011.


Nicole Minetti.



Ontem, no palácio da Justiça de Milão e por ocasião de audiência preliminar, ficou claro estar o primeiro-ministro Silvio Berlusconi em período de inferno astral. Nicole Minetti, ex-higienista bucal do premiê italiano e eleita vereadora lombarda na lista de Berlusconi, restou apontada pelos magistrados do Ministério Público como a “gerente do bordel” , numa referência à residência cinematográfica berlusconiana em Arcore, nas proximidades de Milão. A audiência preliminar, fase reservada ao recebimento de imputações criminais, referia-se a Emilio Fede, diretor de jornalismo do canal TG4 de Berlusconi, Nicole Minetti, a tal ex-higienista bucal de Berlusconi e agora vereadora (conselheira comunal), e Lele Mora, empresário da noite milanesa e recrutador de beldades para acompanhamentos em festas. Por outro processo, Lele Mora está preso preventivamente faz duas semanas. Com relação à audiência preliminar que envolve Berlusconi, já ocorreu o recebimento da acusação por crimes de (1) desfrutamento de prostituição infantil e de (2) concussão, porque o premiê italiano usou de influência para conseguir a soltura da marroquina Karima el Mahroug, de 17 anos, conhecida por Ruby Rubacoure. A propósito do crime de concussão, Berlusconi telefonou para o departamento de polícia e inventou que Ruby, uma marroquina, era sobrinha do então ditador egípcio Osny Mubarack. Para Berlusconi, Egito e Marrocos se confundem. A menor Ruby teve a custódia entregue a Minetti, acionada por telefone por Berlusconi. Mais ainda: Ruby tinha o celular do premiê e realizou inúmeras ligações a ele, em ocasiões diversas quando em liberdade. Para a defesa, Berlusconi deu dinheiro para Ruby não se prostituir e abrir um salão de estética, ou seja, ele não desfrutou e sim evitou que a menor se prostituísse. Para o Ministério Público de Milão, em sustentações feitas pelos procuradores Pietro Forno e Antonio Sangermano, “era proprio Nicole Minetti ad amministrare il bordello” (era mesmo Nicole Minetti a administrar o bordel). Quanto a Emilio Fede, cabia avaliar as garotas convidadas, verificar se elas eram reservadas e se tinham disponibilidade para fazer sexo. Lele Mora era o fornecedor das listas de modelos que seriam selecionadas por Minetti. Para os procuradores, o sistema de festas em Arcore eram do tipo bordel e permitia a comercialização de corpos e causava a morte da dignidade das mulheres. Na mesma audiência, a juíza Maria Grazia Domanico começou a analisar os pedidos indenizatórios, por danos morais, feitos por Chiara Danese e Ambra Battilani. Recentemente, elas já venceram os concursos de miss Piemonte. Ambas reclamam indenização sob o argumento de que foram convidadas às festa e, depois, passaram a ser consideradas indevidamente “garotas de programa”, num ambiente de “luz vermelha” (bordel). No curso do escândalo Berlusconi, a ex-higienista bucal e hoje vereadora Nicole Minetti, conheceu, pelo Facebook, um jovem empresário. Logo se uniram em sociedade civil para fim estável. Só que o empresário, Simone Giancola, descobriu que Minetti mentiu-lhe sobre o caso Ruby e as festas berlusconianas. Em síntese, acaba de separar de Minetti. PANO RÁPIDO. O grande Federico Fellini, falecido em 1993, deve brigar no céu para voltar ao mundo terreno. Acho que não se conforma por não poder rodar um filme sobre o “bordel de Arcore”. Wálter Fanganiello Maierovitch


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