São Paulo,  
Busca:   

 

 

Agora

 

Drogas. Guatemala apontada como narcoestado.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 06 de junho de 2011.








Para os juízes e promotores de Justiça que estão na linha de frente das investigações e dos processos sobre o crime organizado e narcotráfico de cocaína na Guatemala, o país, se ainda não é um narco-estado, está bem próximo de se tornar.



Eles explicam que a Guatemala a corrupção é endêmica. Um país tradicionalmente corrupto, frisam os magistrados. Mais ainda ressaltam: é um país de economia frágil e que, por isso, não consegue implantar políticas sociais. Só a carga tributária, aletam, representa 10% do produto interno bruto (pib).



Os magistrados frisam que o crime organizado ocupou o lugar do Estado e faz o papel social que deveria ser feito pelo governo constitucional.



Quanto às afirmações dos magistrados,, o próprio presidente da Guatemala, Álvaro Colom, admitiu estar de acordo, conforme entrevista ao jornal espanhol El Pais: - “Quando prendemos o velho big-boss Lorenzana, a gente guatemalteca me aconselhava no sentido de colocá-lo em liberdade, pois o chefão Lorenzana dava a eles emprego e dinheiro”.



Na mesma entrevista, o presidente Álvaro Colom praticamente confirmou poder ser o seu país classificado como narco-estado: - “Posso assegurar, sem temor e sem perpetrar equívoco, que os governos precedentes planificavam as receitas do país em face das relações com os narcotraficantes”.



Localizada na fronteira com o México, os magistrados do ministério Público em atividade instrutória advertem para uma guerra em curso e a envolver o poderoso cartel mexicano Los Zetas e as organizações criminosas da Guatemala.



Essas organizações locais lutam para impedir que os Los Zetas, pelo forte poder econômico e na zona norte, se instalem no país e façam da Guatemala um entreposto de drogas ilícitas. E, também, um lugar para realizarem extorsões mediante sequestros de cidadãos da Guatemala.



Pano Rápido. A Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo braço para enfrentar o problema das drogas atende pela sigla CICAD, atrasa, como sempre, em se posicionar e auxiliar o governo e os magistrados da Guatemala.

– Walter Fanganiello Maierovitch–


Assuntos Relacionados
© 2004 IBGF - Todos os direitos reservados - Produzido por Ghost Planet