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Drogas. Restrições à maconha na Holanda pode aumentar o tráfico nas ruas

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 31 de maio de 2011.





Por pressão da corrente de extrema direita liderada por Geert Wilders, o governo da Holanda, a pretexto de terminar com o chamado “turismo da maconha”, proibiu, a partir do início de 2012, a venda da erva canábica nos cafés de todo o país.



Apenas os holandeses poderão consumir maconha nos cafés. Assim mesmo sob a condição de se registrarem (wietpas) em repartição pública.



Com o registro, obterão os holandeses permissão governamental escrita para consumo de maconha nos cafés.



Em síntese, os direitistas, no fundo, pretendem cadastrar os usuários de maconha. Um verdadeiro censo canábico.



Poucos usuários, como se sabe, estão dispostos a obter uma “carteirinha de maconheiro”. Lógico, preferirão comprar a maconha de traficantes ou plantar em casa até dois vasos (limite legal), tudo sob alegação de produção para emprego terapêutico.



A proibição a partir do início de 2012 é de pleno agrado da criminalidade organizada.



A Holanda, desde 28 de novembro de 1968 , permite a venda de maconha para consumo no interior de cafés: consumo fora é criminoso. A venda só pode ser feita a maiores de idade. E o estabelecimento com alvará de autorização só pode comercializar até meio-quilo por período do dia.



A proibição que terá início em 2012 não terá vida longa, conforme análise de especialistas.



Trata-se, na verdade, de um oportunismo dos direitistas, pois existem descontentes com a grande quantidade de turistas nas cidades.



Por evidente, a venda sairá dos cafés, onde existe controle e recolhimento de tributos, para as ruas.



O monopólio da oferta voltará aos traficantes, que não pagam tributos e estão sempre dispostos a empurrar uma droga nova e causadora de mais rápida dependência.



A propósito, a meta da lei de 1968 era a de afastar o consumidor do traficante. A propósito, o café Sarasani, da cidade universitária de Utrechet, foi o primeiro a funcionar: abriu em 1968.



Em 2003, a Holanda possuía 800 cafés autorizados a vender maconha para consumo no próprio estabelecimento. Esse ano 2003 foi o de maior número de licenças concedidas.



Outro ponto focado pelos especialistas é o da economia movida pelo consumo de maconha. O turismo da maconha contribui significativamente para o enriquecimento da Holanda: afeta o pib holandês. Negócios paralelos se potencializaram, como locação de filmes (o consumidor de maconha prefere ficar em casa), venda de alimentos ( a maconha aumenta o apetite), fabrico de papel gomado para a confecção do cigarro de maconha, etc, etc.



Pano Rápido. Até o final de 2011 e consoante previsões, o turismo na Holanda deverá aumentar significativamente. Depois e com o pib em queda, a política poderá voltar a mudar.



--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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