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Escândalo Strauss-Kahn. Ex-diretor do FMI contrata empresa de espionagem para levantar passado da camareira Ophélia, dada como vítima de violência sexual .

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 24 de maio de 2011.

Domenique Strauss-Khan





Dominique Strauss-Khan, banqueiro e ex-mandachuva do Fundo Monetário Internacional (FMI), procura uma nova prisão domiciliar, ou melhor, um apartamento mais confortável.




Para cair logo fora do presídio fechado de Rikers Island, o antigo homem forte do FMI alugou por US$ 4.500 mensais um apartamento de dois dormitórios próximo da Ground Zero de Nova York. Antes disso ele tentou, sem sucesso, algumas suítes em hotéis cinco estrelas.




Lógico, nenhum hotel cinco estrelas de Nova York quis ser transformado em prisão albergue domiciliar, com dois homens armados no corredor e sujeito a ter instalado nas suas dependências um sistema de monitoramento eletrônico de hóspede, ou melhor, de presidiário.




Só para lembrar, Strauss-Kahn, de 62 anos, usa uma tornozeleira eletrônica que emite sinais para um departamento policial de vigilância e captura. No caso de fuga do território demarcado para permanecer, Strauss-Kahn pode ser localizado por GPS.




Diante dessa situação, o antigo homem forte do FMI tenta, por seu advogado, celebrar um acordo, no processo criminal, com o promotor de Justiça de Nova York, Cyrus Vance Jr.




Como se sabe e já destacado na semana passada em comentário neste espaço Sem Fronteiras de Terra Magazine, o direito norte-americano permite a barganha entre acusador e réu. Tudo mediante admissão de culpa (guilty). Aliás, uma culpa qualquer, mas suficiente a quebrar a primariedade.




Caso celebrado e homologado o acordo pelo juiz, Strauss-Kahn se livraria da instrução e do julgamento pelo Grande Júri Popular.




Para melhor costurar o acordo, Strauss-Kahn teria oferecido, no âmbito civil e à camareira Ophélia, dada como vítima de crimes contra a liberdade sexual, uma indenização de US$ 6 milhões, a título de indenização por dano moral.




PANO RÁPIDO. Com o acordo celebrado e o processo extinto, Strauss-Kahn poderia voltar imediatamente à França.

Enquanto isso, Strauss-Kahn contratou a empresa de investigações Guidepost Solutions. A meta é recolher informações desabonadoras da camareira Ophélia, nos EUA e na Guiné, onde ela viveu.


E na França muitos ainda falam em complô contra Strauss-Kahn.




Para tanto, os adeptos da teoria de complô lembram que Strauss-Kahn sairia escolhido como candidato à Presidência da França na convenção do Partido Socialista marcada para 28 de junho. E o escândalo sexual levou Strauss-Kahn para a cela 2806. Isso, para muitas mentes férteis francesas, provaria a armação contra Strauss-Kahn, apesar de conhecidíssimo por seus antecedentes de violência sexual.

Wálter Fanganiello Maierovitch


Em tempo: Sobre Strauss-Kahn ter contratado a empresa de investigação Guidepost Solutins para colher informes desabonadores da camareira Ophélia, a conferir, pelo link abaixo, meu comentário no jornal da CBN, de segunda 23.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/walter-maierovitch/WALTER-MAIEROVITCH.htm


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