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Imã líbio prega pena de morte para cidadãos dos países da coalizão Otan-Nato

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 17 de maio de 2011.


1. A cada imã assassinado deverão ser eliminados mil adversários. Essa fatwa (sentença de morte) foi lançada contra cidadãos da França, Grã-Bretanha, Itália, Dinamarca, Catar e Emirados Árabes.



A fatwa sangrenta que engloba 11 mil cidadãos foi proclamada ontem em Trípoli. E partiu do imã Noureddin al-Mijrah.



A causa motivadora da fatwa foi a morte, sexta-feira passada, de 11 imãs na cidade líbia de Brega, terceira maior e importante terminal petrólifero.



Noureddin al-Mijrah pediu “aos islâmicos do mundo inteiro” vingança pela morte dos imãs. Os 11 imãs (responsáveis nas mesquitas pelas orações) foram atingidos mortalmente por disparos aéreos efetuados pelas forças da Aliança Atlântica (Otan-Nato). Como se sabe, a Otan-Nato coordena as ações das forças de coalizão voltadas a proteger os civis líbios na guerra civil em curso.



Hoje, cidadãos franceses, britânicos, italianos e dinamarqueses leram o edito religioso de condenação (fatwa) nos jornais e passaram a exigir proteção de seus governos.



Todos os ameaçados lembraram dos apuros passados pelo escritor anglo-indiano Salman Rushdie por causa do teor do seu livro Versos Satânicos, publicado em 1988.



Salman Rushdie foi condenado à morte por uma fatwa do iraniano aiatolá Ruholla Khomeini, líder da revolução que derrubou o xá da Pérsia. A fatwa de Khomeini só foi retirada em 2008.



O comando da Otan-Nato voltou a afirmar que os seus alvos são sempre militares e não civis. Só que, no dia 30 de abril, forças coordenadas pela Otan-Nato bombardearam a casa do filho caçula de Muammar Kadafi. O bombardeamento matou o filho e três netos do raís Kadafi, que saiu ileso.



Para o comando da Otan-Nato o alvo atingido foi identificado “com clareza” como local de comando de ataques contra a população civil líbia.



2. Como noticiamos com exclusividade o Tribunal Penal Internacional está analisando o pedido de prisão preventiva de Muammar Kadafi e de seu filho Saif al-Islam e do chefe do serviço de inteligência da Líbia.. O pedido formulado pelo procurador Luis Moreno Ocampo, chefe do Ministério Público que atua no Tribunal Penal Internacional, será apreciado pelo juiz Cuno Tarfusser. O procurador Ocampo é argentino e o juiz Tarfusser é italiano. Wálter Fanganiello Maierovitch


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