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As viúvas de Bin Laden e a falha na Operação Gerônimo.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 11 de maio de 2011.





Ao contrário do declarado pelo presidente Barack Obama, a operação Gerônimo (nome de um lendário inimigo Apache) não teve êxito total.



O plano foi elaborado pela Central Intelligence Agency (CIA) e executado pelos militares da Navy Seals: força de elite criada pelo então presidente J.F. Kennedy em 1962 e depois da fracassada invasão da cubana baía dos Porcos.



Da operação Gerônimo constava a remoção para uma base norte-americana no Afeganistão das esposas de Bin Laden, caso encontradas na casa tomada de assalto.



Os 007 da CIA sabiam que Bin Laden possuía cinco esposas, tendo se divorciado e distanciado de duas delas.



Durante a operação Gerônimo, o helicóptero que cuidaria do transporte das viúvas quebrou e restou incendiado em terra pelos militares do Navy Seals, tudo para evitar fosse espionada a tecnologia. Em razão da quebra do helicóptero, as viúvas acabaram deixadas.



Na operação, acabou ferida no pé (ou perna) a viúva Amal Ahmad Abdufattah, natural do Iêmen e para onde, segundo autoridades paquistanesas, será extraditada em breve. Do Iêmen e depois do ataque alqaedista no Porto de Aden a um destróier norte-americano , Bin Laden foi expulso. Aí, partiu de volta ao Afeganistão.



O comportamento de Amal Ahmad Abdufattah contrastou, no dia fatídico, com a covardia do esposo Osama Bin Laden, que não reagiu e nem tentou empunhar a metralhadora A4 ao lado do seu leito.



Até agora, não se sabe se os filhos de Bin Laden que estavam na casa-refúgio, de 9 a 11 anos de idade, seriam custodiados e também levados no helicóptero com as mães.



No final de semana, conforme informou este blog Sem Fronteiras de Terra Magazine, o governo dos EUA soltou um balão de ensaio no sentido de que pediria a extradição das viúvas, por cumplicidade.



O certo é que o vértice da CIA amarga a falha na operação Gerônimo.



Até agora, e só para agentes do governo paquistanês, a viúva Amal falou que existia um segundo esconderijo. E os paquistaneses não contaram para a CIA o local e se já estiveram por lá. Cópias dos depoimentos de Amal não foram enviadas para o governo dos EUA.



PANO RÁPIDO. Pela cooperação entre CIA e ISI, que é o serviço secreto paquistanês e conta com perfil filo-taleban como sabem até os jardins da Casa Branca, o governo norte-americano desembolsa anualmente US$ 1,0 bilhão.



Apesar da “grana” alta, os 007 da ISI sustentam que não sabiam onde se refugiava Bin Laden. E agora, como o governo do Paquistão teve a soberania arranhada pelo EUA no episódio da operação Gerônimo consumada no seu território, já se nota uma tentativa de aproximação, para futura aliança, com o governo da China.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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