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Operação Pandora. Promotora de Justiça suspeita de extorsão e vazamento de informação sigilosa se finge de louca

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 21 de abril de 2011.




--1. Deborah Guerner deslustra o quadro do ministério Público.<



Acusada de crimes de extorsão e de vazamento de informações sigilosas da operação Caixa de Pandora que apurou o esquema do mensalão do ex-governador Roberto Arruda, a promotora de Justiça Deborah encontra-se presa preventivamente.



Por fazer parte do ministério Público do Distrito Federal, ela está em prisão especial. Ou melhor, Deborah, sem dividir o espaço com outro acusado, está em sala refrigerada do estado maior da unidade de operações táticas policiais (COT). Seu marido, que “não é doutor”, amarga uma cela comum.



Nesse caso de gravidade, onde não faltou o ex-governador Roberto Arruda a distribuir aos pobres brasilienses panetones de valor superfaturado, um outro acusado de crime funcional é o ex-chefe do Ministério Público distrital. Além, evidentemente, do supracitado Roberto Arruda que passou dois meses preso preventivamente e é apontado como “chefão” dos mensaleiros distritais. A propósito e anteriormente, Arruda, quando no senado da República e a mostrar ao Brasil o seu patrão ético, violou o painel de votação, num escândalo que envolveu o falecido Antonio Carlos Magalhães.



Mais ainda, não tivesse sido descoberto a comandar o chamado mensalão dos democrtadas (membros do então partido de sigla DEM), o tal Arruda seria candidato à vice-presidência da República na chapa encabeçada pelo PSDB: Serra-Arruda.



Como defesa processual, quer na Justiça, quer perante o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a promotora de Justiça Deborah Guerner resolveu se fingir de portadora de distúrbios mentais.



Com base em 16 atentados médicos considerados ideologicamente falsos, em panos de maluca e adrede incontinência verbal em sessão pública (CNMP), a excelentíssima Deborah Guerner começou a obstruir e a tumultuar os andamentos dos procedimentos.



Não bastasse, Deborah fez uma viagem internacional. Permaneceu quase um mês na Itália e estava proibida de deixar o país. A viagem restou interpretada como preparação de fuga. Para escapar a uma condenação e a uma eventual pena de prisão.



O “golpe de se fingir de louca” não deu certo e a prisão preventiva de Deborah foi imposta pelo Tribunal Reginal Federal (1ª.Região).



Deborah Guerner esconde o rosto. Confira foto acima.



--2. A promotora de Justiça Deborah revelou-se uma péssima atriz ao interpretar o papel de louca. Não enganou nem a blusa verde que usou para cobrir o rosto dos fotógrafos no momento da sua prisão.



Durval Barbosa, autor dos vídeos de Arruda e de Jaqueline Roriz (deputada e filha do ex-governador Joaquim), escolheu personagem mais convincente do que Deborah.



O referido Durval preferiu colocar-se em panos de colaborador de Justiça. Barbosa apresentou vídeos e gravações sonoras ( a incluir 5 deputados distritais que foram reeleitos depois do escândalo) e foi premiado em face das delações.



--3. A operação Caixa de Pandora foi conduzida brilhantemente pela Polícia Federal. Ao contrário da lenda do Vaso de Pandora, nem todos os males do mundo foram revelados. Só algumas “pragas e males” do Vaso de Pandora foram descobertos por Brasília, como Arruda (ex-governador filmado quando recebia maços de dinheiro) , Deborah (procuradora de Justiça), Jaqueline Roriz (deputada federal), Leonardo Prudente ( aparece na filmagem a esconder dinheiro na meia), Euripedes Brito ( do PMDB e visto a esconder dinheiro numa bolsa), cinco atuais deputados regionas, etc, etc.



Só para recordar, Júpter tinha entregue a Pandora um vaso contendo todos os males do mundo. Recomendou a Pandora (nascida das lavras de um vulcão) para jamais abrir o vaso para que todos os males não saíssem e se espalhassem pelo mundo. Pandora desobedeceu a recomendação de Júpter. Abriu o vaso e, assim, os males se espalharam pelo mundo. Ou seja, de Arruda a Deborah. E tantos outros.



--3. Pano Rápido. Espera-se que a Justiça denegue o pedido de habeas-corpus já ajuizado em favor da promotora Deborah. Aquela que se finge de louca, compra atestados falsos e não rasga o dinheiro que consta ter obtido criminosamente.



Deborah só é paciente em habeas-corpus ( paciente é o nome técnico daquele que em habeas corpus é apontado como vítima de constrangimento ilegal e abusivo).

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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