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Drogas. Gelatina de cocaína engolida por mulas para driblar radigrafia

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 20 de abril de 2011.


cocaína gelatinosa.


--1. Os químicos a serviço dos cartelitos colombianos continuam a criar inovações tendentes a burlar a vigilância.



A cocaína gelatinosa é a mais nova invenção. E não gerava suspeita nas radiografias dos estômagos das “mulas” usadas no transportes desse tipo de droga.



Muitos transportadores de geléia de cocaína no estômago devem, pelo exame radiográfico negativo, ter recebido pedidos de desculpas de policiais pelos transtornos e falsas suspeitas.



Na segunda-feira 18 e no aeroporto Leonardo da Vinci (Fiumicino-Roma), um colombiano que suava muito e girava a cabeça a todo instante, como se estivesse sendo perseguido, chamou a atenção no desembarque do vôo Buenos Aires-Roma.



Como não tinha drogas na bagagem, o colombiano de 47 anos de idade acabou conduzido ao hospital de Grassi di Ostia para verificar se era um “corriere” (mula) usado no transporte de droga no próprio estômago. Nenhuma cápsula com cocaína, -- na tradicional e arriscada maneira de transporte---, restou identificada no exame das radiografias tiradas.



O volume no estômago, no entanto, conduziu os médicos a um exame mais detalhado: tomografia computadorizada. Verificou-se, depois confirmado com a evacuação e exames laboratoriais, que o suspeito transportava 2,5 kg de geléia de cocaína no estomago, tudo embalado em preservativos (camisinhas) de látex. A droga apreendida foi avaliada em dois mil euros.



--2. PANO RÁPIDO. Ainda não se sabe, e a Europol (polícia da União Européia) já disparou o alarme informativo sobra o disfarce por meio de cocaína gelatinosa, o número de “mulas” que lograram burlar a vigilância.



Na Inglaterra, o suspeito não é levado a hospital mas a um vaso sanitário de acrílico. No “trono elevado de acrílico” permanece até a evacuação, com posterior feitura de exame químico-toxicológico do expelido. Em outros países europeus, o suspeito é conduzido a um hospital para radiografias, como destacado acima. Depois do sucedido no aeroporto Leonardo da Vinci haverá alteração procedimental em todos os 27 estados membros da União Européia.



Sobre bafo etílico, os cartelitos mexicanos ainda não colocaram os seus técnicos a descobrir a maneira para burlar bafômetros usados no bairro carioca do Leblon e com suspeitos mineiros de alto coturno.

-- Walter Fanganiello Maierovitch--


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