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Guerra às drogas no México. Crianças viram alvos. 994 crianças mortas

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 11 de abril de 2011.




--1. No ambíguo código de ética dos cartéis mexicanos era proibido matar crianças. Eram colocadas “off limits”. Na secular Máfia siciliana a regra também era essa. Restou quebrada quando essa organização delinquencial começou a sequestrar e assassinar com crueldade os filhos menores de ex-mafiosos que se tornaram colaboradores da Justiça: “pentiti” (arrependidos). As crianças, então, viraram vítimas da “vendetta” (vingança) mafiosa.



Os cartéis mexicanos, além de policiais, juízes, promotores de Justiça e membros de organizações rivais, deliberam alargar o campo das da violência para golpear crianças das famílias dos considerados “inimigos”.



Como a Máfia siciliana, os cartéis mexicanos produzem “cadáveres excelentes”: termo usado pelo escritor siciliano Leonardo Sciascia para ressaltar episódios geradores de repercussões nas mídias. Lógico, pela “excelência” das vítimas.



A guerra às drogas mexicanas teve início no primeiro dia do mandato do presidente Felipe Calderon: 1/12/2006. E ele, que colocou o Exército na guerra, teve o apoio financeiro do ex-presidente George W.Bush.



Cartel do Golfo e Loz Zetas



Entre 2006 e 2010, e em face da “guerra às drogas”, os cartéis mexicanos mataram intencionalmente 994 crianças. O levantamento é da Associação mexicana de proteção às crianças.



Em 2009 foram mortas 1.180 crianças por balas perdidas da “war on drugs”.



Para especialistas, a meta dos cartéis, --ao assassinar crianças das famílias dos que são considerados inimigos--, é aterrorizar a população, num país onde os valores da vida em família são cultuados fortemente.



As crianças, pelos cartéis mexicanos, estão sendo atingidas na cabeça por projéteis de armas de grosso calibre.



Até agora, a “war on drugs” mexicana do presidente Calderon produziu, de 01 de dezembro de 2006 a 31 de dezembro de 2010, mais de 34 mil mortos. E cerca de 70% das vítimas fatais não tinham ligações com atividades criminais.



--2. PANO RÁPIDO. Outro dado da tragédia mexicana. Nos últimos três anos e em decorrência da guerra às drogas, 17 mil crianças ficaram órfãs. E o governo Calderon criou um fundo para esses 17 mil órfãos da violência.


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