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Líbia. Otan bombardeia Trípoli e 40 civis morrem. Koussa convencido pelos ingleses a deixar Kadafi.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 31 de março de 2011.


Koussa, deixa Kadafi e permanece em Londres.


--1. O general canadense Charles Bouchard é o responsável, depois de uma queda de braço entre o presidente Sarkozy e a dupla Obama-Berlusconi, pela operação Unified Protector da Aliança Atlântica (Otan).



Referida operação tem por meta proteger civis, conforme previsto na Resolução número 1973 das Nações Unidas. Além de coordenar ações, compete ao general Bouchard, a partir da base militar de Nápoles, manter o espaço de exclusão aérea, a chamada “no fly zone”.



Hoje na parte da manhã, o responsável pelo vicariado apostólico de Trípoli denunciou, à agência Fides, a morte de civis em face de bombardeamentos realizados na cidade pela Otan: “ Os ataques chamados de humanitários fizeram dezenas de vítimas civis em bairros de Trípoli”.



O monsenhor Martinelli, responsável pelo vicariato, testemunhou a derrubada de uma casa a provocar a morte de 40 civis.



Para Martinelli, a Otan mira alvos militares. Mas, como os alvos estão em bairros onde residem civis, a população acaba sendo vitimada.



Na mesma manhã de hoje e enquanto o general Bouchard providenciou uma apuração em face do denunciado pelo monsenhor Martinelli, os rebeldes denunciaram a morte de 20 civis em Misurata. Segundo os rebeldes, disparos e bombas dos fiéis de Gadafi, em zona habitada, causaram as mortes.



Jalil, ex-ministro da Justiça, virou presidente do Conselho de Governo de Transição da Líbia


--2. Para surpresa geral, Moussa Koussa, ministro de Relações Exteriores da Líbia e há anos braço direito do raís Kadafi na área de inteligência, anunciou que não mais “trabalhará para o governo”.



Koussa chegou a Londres na terça-feira e a sua missão era protestar contra ataques a civis por parte da coalizão. No mesmo dia da sua chegada ocorreu a concorrida Conferência de Londres (confira abaixo posts exclusivos deste blog Sem Fronteiras de Terra Magazine), que debateu uma “via de saída" para Kadafi.



Pelo que tudo indica, Koussa foi convencido, depois da Conferência de Londres e da qual não participou, a deixar Kadafi. Tudo enquanto o ministério público do Tribunal Penal Internacional ainda estuda formalar acusações por crimes contra a humanidade na Líbia.



Pano Rápido. O ex-ministro Koussa foi, por muitos anos, o responsável pela agência de espionagem de Kadafi. Nesse período, e dada a guidana pró-Ocidente de Kadafi depois da queda do muro de Berlim, Koussa teve interlocuções com os 007 britânicos. Ou seja, conhece a todos.



Importante lembrar que o ex-ministro da Justiça deixou a função e aderiu aos revoltosos. Foi o responsável pela constituição de um Conselho de Governo Transitório, composto por 34 membros ( quatro mulheres). Esse ex-ministro da Justiça preside a Comissão. Como Koussa, e o ex-ministro da Justiça Jallil sustentou a tirania na Líbia. Agora, são ligados a Sarkozy e Cameron.



Gente desse coturno serve, apenas, para mostrar qual o lado com chances maiores de vencer. Eles estão no barco que os colocará no centro do poder e sem Kadafi.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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