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Kadafi determina cessar fogo para cumprimento de resolução do Conselho. A desconfiança dos 007 e os novos riscos.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 20 de março de 2011.



Rebeldes comemoram o cessar fogo, visto como derrota de Kadafi.



De Roma, para Terra Magazine e IBGF.


--1. Os 007 dos serviços de inteligência do Ocidente levaram uma informação preocupante para a coalizão formada, com o de acordo da Liga Árabe, por França, Grã Bretanha, Canadá, EUA e países europeus, com exceção da Alemanha.



Não se trata mais de emprego de escudos humanos, pois, neste domingo, Kadafi já começou a empregá-lo de forma ostensiva.



Durante todo o domingo e madrugada desta segunda-feira centenas de seguidores de Muammar Kadafi cercaram a residência oficial de Bab al Aziziyah e declararam que estão dispostos a morrer, caso o lugar seja bombardeado.



Na residência oficial conhecida por Bab al Aziziyah, em 1986, o presidente norte-americano Ronald Reagan, --em represália ao ataque terrorista que matou soldados norte-americanos numa discoteca na Alemanha e dado como ordenado por Kadafi--, promoveu um “raid”. Kadafi, avisado pelo então premier italiano Betino Craxi conseguiu deixar a casa, mas a sua filha adotiva, de 16 anos de idade, restou atingida e morreu.



Para os 007, a novidade está em Kadafi levar tanques, armas portáteis e soldados, para as ruas estreitas dos centros urbanos. Tal medida dificultaria a localização pelas forças da coalizão. Mais ainda, uma vez realizada a localização, haveria risco altíssimo de um raid, caso disparato, atingir civis e residências. A ordem para soldados ocuparem residência em centros populosos já teria sido dado.



Como se percebe, o tirano Kadafi parece estar disposto a cumprir a ameaça feita e de que civis seriam mortos nos combates.



--2. O ideólogo da Irmandade Muçulmana, Yusuf Qaradawi, acaba de conceder uma bombástica entrevista para a rede árabe Al Jazeera.



Para o influente ideólogo, “os bombardeamentos aéreos que os países ocidentais promovem contra a Líbia não podem ser considerados uma guerra religiosa, ou outra cruzada, e isto porque Kadafi não representa o islã. Assim, nós islâmicos não temos razão para defender a Líbia”.



Qaradawi, além de ideólogo e ativista da Irmandade Muçulmana, é o líder da associação mundial dos ulemás, ou seja, dos teólogos islamitas.

-- Walter Fanganiello Maierovitch--


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