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Líbia.´Resitência. Bengasi cairá cairá nas próximas horas. Jovens rebeldes protestam contra o Ocidente

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 17 de março de 2011.


Kadafi na ofensiva, enquanto o Conselho de Segurança não decide.



Da Europa, especial para IBGF e Terra Magazine 1. A situação em Bengasi está dramática. E os rebeldes, descrentes quanto ao auxílio do Ocidente, preparam-se para suportar o início de bombardeamentos por terra e mar pelas forças do tirano Muammar Kadafi.


O temor dos rebeldes foi confirmado, na televisão, pelas declarações de Saif al-Islam, segundo dos oitos filhos de Kadafi: “Tudo estará terminado em 48 horas”.


Em Bengasi chegam avisos para os rebeldes não resistirem e entregarem as armas. Com o Tribunal Penal Internacional nos seus calcanhares, Kadafi quer evitar um mar de sangue em Bengasi.


Nas retomadas de Brega e Ajdabiya, antes das forças terrestres ditas “legalistas” invadirem, houve intenso bombardeamento por aviões de caça e artilharia naval.


Para os jovens estudantes reunidos hoje em Bengasi, o que mais se ouviu foram lamentos: “ Europa e EUA são aliados de Kadafi e só querem o nosso petróleo”.


Depois que os ministros do exterior do G-8, reunidos no início da semana em Paris, descartaram a proposta de estabelecimento de uma no-fly zone apresentada conjuntamente por França e Grã-Bretanha, o tema será reexaminado pelo Conselho de Segurança da ONU. Só não se sabe da antecipação da reunião, já que marcada apenas para a próxima terça-feira.


Pelo quadro, o Conselho poderá ter uma desagradável surpresa. Ou seja, a de o coronel Kadafi, quando da reunião do Conselho de Segurança, já haver retomado Bengasi, a cidade onde tudo começou e que formou um Conselho de Transição, composto por 30 membros, para governar o país.


PANO RÁPIDO. No Bahrein, o Ocidente finge que a violência não é problema.


Com auxílio da força saudita e do chamado Conselho de Cooperação formado pelos Emirados Árabes, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Oman, o soberano do Bahrein, o rei Hamad bib Isa al- Khalifa, no poder desde 6 de março de 1999 (o Bahrein é uma monarquia hereditária desde agosto de 1971), reprime os civis que querem mais liberdade e fim da exclusão.


Pelo andar da carruagem, o Ocidente está preocupado somente com a Líbia. E a secretária Hillary Clinton, que não desejava a queda de Hosny Mubarak no Egito, limita-se, no Bahren, a pedir a “promoção do diálogo”. Tudo sem corar.


Wálter Fanganiello Maierovitch


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