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Alarme ONU-Fao sobre segurança alimentar na Líbia. Descartada intervenção militar pela União Européia.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 11 de março de 2011.







A FAO é o órgão das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação para o planeta. O seu responsável pelas operações humanitárias de emergência, Daniele Donati, acaba de explicar as razões que levaram a Fao a concluir pela situação alarmante, num país com 65% de área desértica e de importação de cereais.



Segundo a Fao, a produção agrícola na Líbia “está concentrada em áreas vizinhas a Bengasi (leste) e a Trípoli (oeste), ou seja, em zonas rurais das antigas regiões da Tripolitânia e da Cirenaica.



A revolta começou em Bengasi e avançou na direção oeste e voltada à conquista pelas rebeldes da capital Trípoli. Essas duas áreas rurais de produção alimentícia foram afetadas e houve fuga de mão-de-obra diante da situação de instabilidade e dos riscos individuais.



Donati aponta, também, para “as turbulências nos mercados internacionais de sementes e fertilizantes”. Esses mercados, para Donati, representam “ameaças à regular produção agrícola e para as atividades geradoras de lucros” na Líbia.



PANO RÁPIDO. Vários países, num passado não remoto, tinham o Ministério do Pão, cuja falta, --ao contrário do atribuído à rainha Maria Antonieta e às vésperas da Revolução Francesa--, não tem como ser suprido por brioche, que é, no fundo, um pão pequeno.



Uma Líbia famélica, por evidente, gerará um desesperado fluxo imigratório para a Europa, via Itália. Algo que faz parte das ameaças do tirano Kadafi.



De se estranhar, hoje, não ter a reunião da União Européia tratado de intervenção militar e nem colocado em pauta a proposta de ataques cirúrgicos de Sarkozy, que chegou a Bruxelas, para o encontro dos chefes de governo, com apoio do primeiro ministro britânico. Pouco antes do início do encontro, a chanceler alemã Angela Merkel disse que não era momento para se pensar em intervenção militar na Líbia. O mesmo pensa o desmoralizado premier Silvio Berlusconi e não só por amizade a Kadafi, que já salvou a FIAT da falência com injeção de dinheiro.



Enquanto tudo permanece em ritmo lento, com Obama a condicionar uma intervenção militar à decisão do Conselho de Segurança da ONU, as forças de Kadafi avançam e recuperam cidades e o terminal petrolífero entre Rãs Lanuf e Bin Jawad.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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