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Kadafi ameaça ações terroristas depois do congelamento de fundos soberanos líbios pela União Européia.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 11 de março de 2011.





--1. Na reunião de chefes de governo, a União Européia (UE) acaba de definir uma questão que parecia insolúvel . A solução está numa resolução que acerta em cheio o “bolso” de Kadafi e aniquila com o seu poder econômico e reduz a sua influência no mercado financeiro internacional.



Ao decidir pelo congelamento de bens dos Kadafi (8 filhos e duas mulheres) , de aliados e laranjas, o Conselho de Segurança das Nações Unidas não definiu, ficou uma lacuna com relação aos chamados “fundos soberanos da Líbia”.



Como informado neste site IBGF, Kadafi ordenou, durante anos, investimentos em uma infinidade de empresas públicas e privadas da Ruropa: Siemens, Xérox, Móbil, etc.. Os investimentos na Europa, por meio dos tais fundos soberanos da Líbia, são estimados em mais de US$340 bilhões: http://maierovitch.blog.terra.com.br/2011/03/07/kadafi-diz-so-possuir-uma-tenda-fundos-da-libia-sustentam-multinacionais-dos-eua-franca-inglaterra-alemanha-e-italia/



Os principais “fundos soberanos” , todos ligados ao Banco Central da Líbia, são os seguintes (1) Lybian Investiment Authority (LIA), (2) Lybian Arab Foreign Investiment Company (LAFICO), (3) Líbia África, (4) Lybian Foreign Banck e (5) Lybian Housing and Infrasrtucture (HIB)



Nessas empresas, os representantes dos fundos soberanos líbios participam das assembléias, tem direito a voto e subscrições.



Para se ter idéia, o vice-presidente do UniCredit, ---segundo banco italiano--, é o líbio Omar Farhart Bengdara, que representa os interesses do fundo LIA.



Indicado por Kadafi, o vice-presidente da Unicredit , Bengdara, não retornou a Roma desde o início da revolta em Berngasi (Líbia) . Bengdara mora em Trípoli.



Todos os fundos soberanos da Líbia, por resolução da União Européia, acabam de ser congelados e apartados.



Pela decisão, os seus representantes perderam legitimação para participar assembléias, votar e integrar conselhos de administração (caso do vice-presidente Omar Farhart Bengdara).



A reação de Kadafi, -- antes incensado pelas multinacionais por colocar dinheiro dos fundos--, foi imediata. Ele prometeu atacar a Europa com ações terroristas. E de terrorismo Kadafi entende. Basta lembrar a explosão do jato da PaNan nos céus da Escócia, do ataque terrorista que matou e feriu militares norte-americanos na discoteca La Bella da Alemanha Oriental e do míssel lançado em Lampedusa (base militar norte-americana na Sicília-Itália)



Kadafi voltou a ameaçar com o levantamento da fiscalização sobre imigrantes. Agora, foi mais explicito e declarou que permitirá a saída de imigrantes: a Líbia é a porta de saída para a imigração clandestina africada.



Mais ainda. Na guerra das informações e contra-informações, os 007 da Líbia disparam contra Sarkozy que, ontem, propôs intervenção militar com alvos seletivos na Líbia.



Para os 007 de Kadafi, o presidente francês quer destruir locais onde se encontram documentos que comprovariam a remessa de dinheiro líbio para a sua campanha presidencial de Sarkozy.

--Wálter Fanganiello Maierovitch.


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