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Líbia. Tenente holandesa é acusada por Kadafi de espionagem e pode receber pena de morte

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 6 de março de 2011.


Kadafi, tenente vira trunfo.



--1. Os jornais holandeses deste domingo informam que a jovem e loira tenente Yvonne Niersman virou, com dois outros soldados holandeses, prisioneira do ditador Kadafi. A oficial de 30 anos de idade e dois soldados são acusados de espionagem por Kadafi. Ontem, a televisão estatal da Líbia mostrou imagens da tenente e dos soldados capturados. Logo depois da captura os militares holandeses foram enviados a Trípoli. O helicóptero foi apreendido e dado como passado ao patrimônio da Líbia. Pelas imagens, a oficial e os soldados não estavam lesionados. Como noticiou este blog Sem Fronteiras de Terra Magazine na quinta 3, os militares da marinha holandesa foram surpreendidos quando tentavam resgatar dois cidadãos holandeses, numa ação dada como humanitária: http://maierovitch.blog.terra.com.br/2011/03/03/kadafi-comanda-25-mil-mercenarios-e-mantem-3-soldados-holandeses-presos/. Hoje, os jornais europeus informam ter o ministro holandês da Defesa, Hans Hillenque, dito não poder dar informações por medida de segurança, ou seja, não quer colocar em risco os militares presos. Pelo que se sabe e circula em Haia, o helicóptero Sh-14D Lynx tinha como plataforma fixa a fragata Tromp, fundeada no oceano Índico e com tarefa de reprimir ataques piratas na costa da Somália e no ingresso ao golfo de Ádem. Consoante a televisão da Líbia, o helicóptero foi apreendido em Sirte, que é a cidade natal do ditador Kadafi. Assim, teria, para chegar à Líbia, realizado longo percurso pelas céus da Etiópia e Sudão. Em outras palavras, um bons pedaços de espaços aéreos violados. Os dois civis holandeses que estavam sendo resgatados pelo helicóptero militar foram liberados pelo governo Kadafi. --2. A preocupação maior da comunidade internacional é com Kadafi. Ele já enquadrou os prisioneiros como espiões e na Líbia existe a pena de morte. E só o guia da revolução, -- o soberano Muammar Kadafi--, tem poderes para conceder clemência. Com a reforma constitucional de 1977, o país assumiu o nome de “Jamãhiriyah árabe-líbica popular e socialista”. O povo exercita a soberania por meio de 2.700 representantes escolhidos pelos Congressos Populares de Base (CPB). Esses congressos (CPB) se reúnem para formar, a nível nacional, o denominado Congresso Geral Popular (CGP). E é o CGP elege os ocupantes dos órgãos do pode executivo, ou seja, o secretário Geral e os ministros. Os códigos penal, civil e comercias, são informados, além de normas islâmicas, por regras extraídas dos sistemas judiciários italiano e francês. A razão da influência legislativa deriva da história do país: a Itália invadiu e dominou a Tripolitânia, Cirenaica e Fezzan (parte do império Otomano), de 1911 a 1943. Depois de 1945, Tripolitânia, Cirenaica e Fezzan, passaram a ser administradas por um consórcio de franceses e britânicos. Em 1951, a Líbia se torna independente sob o reinado de Idris. Um golpe militar, em 1969, levou o coronel Kadafi ao poder. --3. Além da prisão dos três militares holandeses, a televisão líbia noticiou a reconquista de três cidades que estavam sob controle dos rebeldes, além de Zawaiya. Para a oposição, “ trata-se de propaganda mentirosa de Kadafi, que já perdeu dois aviões na batalha, abatidos pelos rebelados”. Em Ras Lanouf prossegue uma sangrenta e imprevisível batalha. --4. PANO RÁPIDO. Enquanto a comunidade internacional resiste em decretar para a Líbia uma zona de proibição de navegação aérea, o coronel Kadafi executa um contra-ataque de reconquista territorial, com centenas de mortes. A última frase de Kadafi: “querem a ocupação por causa do petróleo. Resistiremos e promoveremos milhões de mortes” . -- Walter Fanganiello Maierovitch--


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