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Droga. Pena de morte é necessária para reprimir o tráfico, diz ministro do Irã em resposta a protesto da União Européia

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 7 de feveriro de 2011.


Irã, 67 enforcamentos de janeiro a 3 de fevereiro de 2011



--1. Neste ano 2011 e até 03 de fevereiro, o Irã enforcou 67 pessoas.



Tal fato levou Catherine Ashton, alta comissária para políticas externas da União Européia, a enviar um protesto, dado como solicitação, ao presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.



Ashton pediu que o Irã decretasse uma moratória à pena de morte, como já fizeram, por iniciativa da Alemanha, vários estados-membros da Organização das Nações Unidas,



Pelos levantamentos realizados, as condenações com penas capitais estão a aumentar no Irã de forma preocupante. Para se ter idéia, em 2010, restaram enforcados 179 pessoas no Irã. Apesar dos protestos internacionais, não foi poupada a holandesa Zahra Bahremi, que acabou enforcada. Ela foi condenada por tráfico de drogas e, como prevê a legislação, o seu corpo, pendurado numa haste alta de guindaste, ficou exposto por horas em local público.



No corredor da morte, convém lembrar, encontra-se Sakineh Mohammadi Ahtiani. Está condenada a morrer apedrejada por adultério: a pena está temporariamente suspensa. Enquanto isso, foi reaberto um processo por participação de Sakineh no assassinato do esposo. E ela já está condenada à pena de enforcamento, com confissão pela televisão em programa especial mostrado pela televisão estatal. Com a condenação por participação em homicídio (teria dado sonífero ao marido para o amante posteriormente executá-lo), o governo do Irã deixará de executar a lapidação (apedrejamento) se expor internacionalmente o seu barbarismo.



Ontem, o protesto europeu de finalidade humanitária recebeu resposta do governo iraniano.



Irã, 67 enforcamentos em 2011 e até final de janeiro. A resposta, mantido o degrau de interlocução, foi assinada por Ramin Mehman-Parast, ministro de relações Exteriores.



Irã, enforcamento de condenados por trafico de drogas proibidas.



Mehman-Parast avisou que 80% das penas capitais executadas decorreram de condenações por tráfico ilícito de drogas. E ele ressaltou que o tráfico e a oferta de drogas atingiria ainda mais pesadamente os países europeus não fosse a forma de combate levada a cabo pelo Irã.



Para o governo iraniano, segundo revelou o ministro Mehman-Parast, a pena de morte é justa e desestimula o tráfico de drogas. O Irã, além da relação de drogas proibidas pelas Nações Unidas em Convenção, proíbe a venda e consumo de bebidas alcoólicas.



--2. PANO RÁPIDO. O Irã é um estado teocrático e os juízes aplicam a lei islâmica e a sharia.



Trata-se de um estado que possuiu tecnologia avançada, mas conserva um medieval, obscurantista e desumano sistema penal, onde a sanção não passa de castigo retributivo, como cortar mão, matar por apedrejamento ou enforcamento.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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