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Droga. Narco-boss mexicano é o novo Escobar do tráfico internacional.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 20 de janeiro de 2011.



--1. Para os 007 da norte-americana Drug Enforcement Administration (DEA), --uma agência de inteligência e de bisbilhotagem política--, o mexicano Joaquin Guzman, chefão do Cartel de Sinaloa e apelidado “El Chapo” pelos seus 1,65m de altura, é o novo Pablo Escobar do tráfico internacional.



Depois do terrorista Osama bin Laden, o narco-boss “El Chapo” é o segundo da lista dos procurados pelos EUA.



O problema, para os EUA, é que o México, ao contrário da Colômbia, não permite extradição de nacionais.



A DEA, como fez no Brasil com o potente traficante colombiano Abadia, já chegou a informar as autoridades mexicanas o local onde “El Chapo” poderia ser preso. Seria no mais luxuoso restaurante de Culiacan, capital di Sinaloa. Depois da informação da DEA, “El Chapo” não mais apareceu no restaurante para os habituais jantares.



Como Escobar, “El Chapo” saia e entrava na prisão quando queria. A propósito, Escobar mandou construir um presídio, apelidado A Catedral (santuário de Escobar), onde ficou até baixar a pressão da sua extradição para os EUA.



Em 19 de janeiro de 2001, o narco-boss “El Chapo” resolveu não mais ficar na prisão federal de Puente Grande, dada como de segurança máxima.



Segundo os 007 da DEA, com forte poder corruptor, “El Chapo” mantinha na “gaveta” 59 agentes do presídio de Puente Grande.



O presidente Felipe Calderon, --embora a imprensa continue a denunciar, desde ontem, o forte esquema de corrupção na polícia e nos presídios--, continua a insistir na versão de que, na fuga, o potente narco-boss “El Chapo” escondeu-se num carrinho de roupas sujas. As roupas estavam sendo transportadas à uma lavanderia fora do cárcere. Ora, nem as crianças mexicanas acreditam nessa historinha montada por Calderon e voltada tentar não desmoralizar um sistema penitenciário que foi anunciado como o mais seguro do mundo.



--2. Ontem, a chefia do Ministério Público acusou “El Chapo” como responsável por mais de 1.200 assassinatos entre 2009 e 2010.



Para Calderon, a polícia prende mas os juízes, por temor, não dão andamento aos processos. Portanto, não sentenciam. Daí, e na visão de Calderon, a grande quantidade de prisões, o pequeno número de condenações e a infinidade de solturas por excesso de prazo de prisão provisória.



“El Chapo”, consoante os 007 dos serviços de inteligência dos EUA e Europa, continua a faturar alto, pois o preço da cocaína enviada aos EUA aumenta sempre.. Tudo em razão da “war on drugs”: uma “guerra às drogas” iniciada no primeiro dia de mandato do presidente Felipe Calderon, que contou com apoio do então presidente George W.Bush e dinheiro teve a rodo. A começar pelo falido Plan Mérida (adaptação para o Mexido do Plan Colombia) .



“El Chapo”, hoje com 63 anos de idade, está entre os homens mais ricos do mundo.



Para a revista Forbes sua fortuna gira em torno de 1,0 bilhões de dólares.No rol da Forbes de 2009, esse narco-boss mexicano ocupa a 701 posição.



Ismael Zamaba, lugar-tenente de “El Chapo” concedeu uma recente e provocativa entrevista à imprensa mexicana. Ele disse que o seu chefe (“El Chapo”) não tem medo de morrer e que a sua única fobia é de viver atrás das grades.



Hoje, embora Calderon não aceite revelar, estão presos apenas 5 dos 59 agentes envolvidos da tranqüila fuga de “El Chapo” do sistema penitenciário federal, que, frise-se, foi dado como de segurança máxima.



--3. PANO RÁPIDO. O maior problema do México no contraste às drogas sempre foi a corrupção. Por exemplo, o irmão do ex-presidente Sallinas lavava dinheiro para os cartéis mexicanos de narcotraficantes. O general Rebollo, czar antidrogas, foi apontado pela DEA como ligado ao cartel de Tijuana: foi réu confesso e justificou ter se corrompido por ter muitas amantes.

-- Walter Fanganiello Maierovitch--


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