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Guerra às Drogas. Onda de violência aumenta no México. Prefeitos ameaçado e mais 15 decapitações.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch- Terra Magazine.

IBGF, 12 de janeiro de 2011.

15 decapitados em Acapulco.

--1. Para 2011, o presidente mexicano Felipe Calderon avisou que irá continuar com a sua falida “guerra às drogas”. Essa guerra, iniciada em dezembro de 2006, fechou 2010 com quase 30 mil mortos. Pior, cerca de 70% das vítimas fatais eram civis inocentes, ou seja, sem ligações com os potentes cartéis.



Do outro lado dessa guerra, estão os resistentes e ricos cartéis. Eles lucraram em 2010 mais do que nos anos anteriores e os seus chefes espalham que continuarão a enfrentar o Estado. Sempre com ataques espetaculares. Tudo voltado a difundir o medo e a mostrar a incapacidade do Estado de vencer a “war on drugs” iniciada por Calderon e que teve o apoio do então presidente George W.Bush.



Com votos de “feliz 2011” para Calderon, a onda de violência, neste início de janeiro de 2011, já contabiliza 27 mortes.



De novidade, os cartéis prometeram assassinar um maior número de prefeitos.



Em 2010, foram fuzilados e mortos 13 prefeitos.



O último prefeito fuzilado e morto foi Saul Vara Riveira. Era o alcaide de Zaragoza..



Por enquanto, o ataque mais espetacular de 2011 ocorreu no dia 8 passado. O cartel de Sinaloa mandou expor, em calçada do centro comercial de Acapulco, 15 corpos decapitados. As cabeças foram posicionadas ao lado de cada corpo.



Para os mexicanos, as decapitações continuam a chocar, mas não mais surpreendem.



Em 2008, em Yucatam, como noticiado com exclusividade neste espaço Sem Fronteiras de Terra Magazine, 12 cabeças foram jogadas na pista de rolamento de uma estrada movimentada. Estavam numa caixa de isopor com gelo. Com as deslocações dos veículos, as cabeças se espalharam pela pista de rodagem.



O penúltimo prefeito fuzilado foi o de Monterrey. E da lista dos 14 prefeitos metralhados não consta o que caiu numa emboscada e morreu de infarto, antes dos disparos.



--2. PANO RÁPIDO. Os turistas em visita a Acapulco e em áreas do Pacífico-sul continuam a correr riscos.



Em setembro de 2010, foram massacrados 20 turistas em Acapulco.

--Wálter Fanganiello Maierovitch--


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